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Título da Palestra
Congresso de Psicologia da Brapsi – Eles Não Matam Pelo Ódio. Matam Pelo Gozo. Serial killers, perversão, repetição inconsciente e o erro de romantizar a mente homicida como “traumatizada demais”.
8 de março de 2026
09:00
SerMULHER - Núcleo de Psicologia da Mulher
Apresentação do Evento
Nem todo assassino mata em um surto. Nem todo crime nasce de um rompimento emocional incontrolável.
Há homicídios que não são descarga — são encenação. Não são impulso — são ritual. Não são descontrole — são repetição organizada.
Existe uma diferença estrutural entre o sujeito esmagado pelo sofrimento psíquico e aquele que se organiza em torno do gozo na dominação. Em alguns casos, o assassinato não é colapso: é satisfação. Não é perda de si: é afirmação de poder. O outro deixa de existir como sujeito e passa a funcionar como objeto de cena — corpo a ser manipulado, controlado, eliminado.
Este congresso propõe romper com a leitura automática que reduz toda violência extrema à categoria de “trauma mal resolvido”. Embora o trauma possa estar presente, ele não explica, por si só, a lógica da perversão, a erotização do controle e a repetição compulsiva da cena criminosa.
Trata-se de deslocar o olhar da vitimização simplista para a análise estrutural da mente homicida — compreendendo a diferença entre sofrimento neurótico, acting out impulsivo e organização perversa.
Um debate ético e clínico urgente para psicólogos que desejam compreender a violência sem cair na armadilha cultural da romantização do monstro.
OBJETIVO
Analisar a estrutura psíquica presente em homicidas em série para além da explicação simplista do “trauma não elaborado”. A proposta é discutir a lógica da perversão, a dimensão do gozo, a repetição compulsiva e a erotização do poder e do controle, diferenciando sofrimento neurótico de organização perversa.
O congresso pretende problematizar a tendência cultural — reforçada por séries, documentários e narrativas ficcionais — de romantizar o assassino como vítima extrema das circunstâncias, apagando a dimensão de escolha, cálculo e satisfação envolvida na cena do crime.
A discussão será fundamentada em referenciais psicanalíticos e criminológicos, abordando a diferença entre trauma, psicopatia, perversão e acting out, com implicações importantes para a clínica e para a compreensão social da violência.
TÓPICOS DO EVENTO
- Gozo e Perversão: Quando o Crime Não É Descarga, É Ritual
A lógica repetitiva e a cena como encenação psíquica. - Repetição Inconsciente e Fantasia Fundamental
O assassinato como tentativa de fixação de uma cena interna. - Trauma Não Explica Tudo
Diferença entre estrutura neurótica traumatizada e organização perversa. - O Outro Como Objeto: Desumanização e Poder
Erotização do controle e da aniquilação. - A Cultura que Romantiza o Monstro
Mídia, séries e a construção do “gênio incompreendido”. - Implicações Clínicas e Éticas
Manejo técnico, limites e o risco de identificação fascinada
Cronograma do Evento
Evento Atualizado com Sucesso


Check List de Materiais
1º Palestra
2º Palestra
3º Palestra
4º Palestra
5º Palestra
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10º Palestra
PAINEL GERAL DE EDIÇÃO DO EVENTO
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