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Título da Palestra
Mas ela é sua mãe…” — a frase que sustenta culpa, trauma e falhas graves na escuta clínica
13 de maio de 2026
7:30 PM
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
“Mas ela é sua mãe…” — uma frase aparentemente simples, mas que, na clínica, pode operar como um poderoso mecanismo de silenciamento, invalidação e manutenção do sofrimento psíquico. Sustentada por ideais sociais de maternidade, essa afirmação frequentemente desconsidera experiências de negligência, abuso, violência emocional e vínculos marcados por dor.
Ao priorizar o papel social da mãe em detrimento da experiência subjetiva do paciente, o profissional corre o risco de reforçar a culpa, dificultar a simbolização do trauma e comprometer o processo terapêutico. Nesse contexto, a escuta clínica pode deixar de ser espaço de elaboração para se tornar mais um lugar de negação.
Esta palestra propõe uma análise crítica dessa dinâmica, investigando como discursos normativos sobre a maternidade impactam a prática psicológica e quais são os riscos éticos envolvidos na invalidação do relato do paciente.
OBJETIVO
Analisar, sob a perspectiva psicológica e ética, os impactos de discursos normativos sobre a maternidade na prática clínica, especialmente aqueles que reforçam a ideia de que o vínculo materno deve ser preservado independentemente da experiência subjetiva do paciente.
Busca-se compreender como falas como “mas ela é sua mãe” podem contribuir para a invalidação do sofrimento, a manutenção da culpa e a dificuldade de elaboração de experiências traumáticas. Além disso, pretende-se refletir sobre os riscos clínicos dessa postura, bem como discutir estratégias que promovam uma escuta mais ética, sensível e centrada na realidade psíquica do sujeito.
TÓPICOS DO EVENTO
- Idealização da maternidade e seus efeitos psíquicos
- Vínculos maternos disfuncionais: negligência, abuso e ambivalência
- Culpa e lealdade invisível na relação mãe-filho
- OA frase “mas ela é sua mãe” como dispositivo de silenciamento
- Invalidação do sofrimento e seus impactos na clínica
- Dificuldades de simbolização do trauma relacional
- Erros clínicos na condução de casos envolvendo a figura materna
- Repercussões no consultório: pacientes que não conseguem romper ciclos
- Manejo clínico: escuta ética, validação e reconstrução subjetiva

Drielly da Silva Paiva
Psicóloga
04/72824
Psico.drielly
32991288147
Apresentação
Drielly Paiva é psicóloga clínica, palestrante e coordenadora da BRAPSI atuando na articulação entre ciência psicológica, cultura contemporânea e responsabilidade social. Sua trajetória profissional é marcada por um compromisso ético com a infância, a adolescência e a saúde mental da mulher, integrando prática clínica, formação de profissionais e atuação institucional.
Como palestrante, Drielly se destaca por articular teoria psicológica com elementos da cultura pop e da cultura geek, utilizando filmes, séries, animações e narrativas contemporâneas como dispositivos de análise clínica e reflexão social. Sua abordagem transforma referências culturais em instrumentos de psicoeducação, promovendo debates sobre vínculos, trauma bonding, exposição midiática da infância, adoecimento emocional na era digital e os impactos das narrativas sociais na subjetividade feminina.
Além disso, Drielly integra grupo de linha de frente de proteção à mulher, atuando em ações voltadas ao acolhimento, orientação e enfrentamento das violências de gênero. Essa experiência amplia sua prática clínica e formativa, conectando teoria e realidade social de maneira concreta e comprometida.
Com linguagem consistente, aprofundamento teórico e sensibilidade cultural.


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