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Título da Palestra
Meninos que Não Podem Chorar, mas Podem Bater: Red Pill e A Construção Psicológica da Violência Masculina
27 de março de 2026
5:00 PM
O Evento Não Está Associado a um Núcleo
Apresentação do Evento
A construção social da masculinidade ainda está profundamente atravessada por interditos emocionais: meninos aprendem, desde cedo, que não devem chorar, demonstrar fragilidade ou expressar vulnerabilidade. No entanto, a agressividade e a violência, muitas vezes, são legitimadas como formas aceitáveis — e até esperadas — de expressão masculina.
Esse paradoxo produz sujeitos emocionalmente interditados, que encontram na violência uma via possível de descarga psíquica diante de afetos não simbolizados. Assim, o que não pode ser elaborado internamente tende a ser atuado no corpo do outro.
Esta palestra propõe uma análise psicológica da construção da violência masculina, investigando como processos culturais, familiares e psíquicos contribuem para a formação de homens que têm dificuldade de reconhecer e nomear emoções, mas que encontram na agressividade uma linguagem possível. Além disso, busca-se refletir sobre os impactos dessa dinâmica nas relações e nas demandas que emergem no contexto clínico.
OBJETIVO
Analisar, sob a perspectiva psicológica, os processos de construção da masculinidade que associam a expressão emocional masculina à fragilidade e, simultaneamente, legitimam a agressividade como forma de comunicação e regulação afetiva.
Busca-se compreender como a repressão emocional, aliada a padrões culturais rígidos, contribui para a formação de sujeitos com dificuldade de simbolização e elaboração psíquica, favorecendo a externalização da dor por meio da violência. Além disso, pretende-se investigar os impactos dessa dinâmica na constituição subjetiva, nas relações interpessoais e nas manifestações de sofrimento psíquico, bem como refletir sobre as possibilidades de intervenção clínica voltadas à ampliação do repertório emocional e à construção de formas mais saudáveis de expressão afetiva.
TÓPICOS DO EVENTO
- Construção social da masculinidade e interditos emocionais
- Repressão afetiva e dificuldade de simbolização nos meninos
- A violência como linguagem psíquica e forma de expressão emocional
- Cultura da agressividade e legitimação social da violência masculina
- Relação entre vulnerabilidade negada e atuação violenta
- Impactos nas relações interpessoais e na dinâmica familiar
- Repercussões clínicas: o masculino no consultório psicológico
- Sofrimento psíquico masculino e dificuldade de busca por ajuda
- Estratégias clínicas para ampliação do repertório emocional e manejo da agressividade

Victória Alves de Almeida Antunes
Graduanda em Psicologia
psico.drielly
27997682777
Apresentação
Victória Antunes tem 22 anos e é estudante de Psicologia, atualmente no 9º período. Dedica-se intensamente à sua formação académica e tem como principal abordagem teórica a Gestalt-terapia, fundamentando sua prática e seus estudos
nessa perspectiva.
No momento, direciona sua
trajetória académica para a preparação para a residência em Psicologia Hospitalar, aprofundando-se nas interfaces entre saúde, sofrimento psíquico e cuidado integral. Natural do Espírito Santo, acredita que o sofrimento psíquico não pode ser compreendido de forma isolada, pois entende que toda Psicologia é - e deve ser - social, considerando os atravessamentos históricos, culturais e relacionais que constituem cada sujeito


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