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Título da Palestra
Palestra Online: *ESTUPRO COLETIVO: Ninguém Para.* Efeito Lúcifer, desumanização da vítima e a psicologia da violência em grupo
13 de março de 2026
5:00 PM
SerMULHER - Núcleo de Psicologia da Mulher
Apresentação do Evento
Casos de estupro coletivo frequentemente provocam indignação pública e a pergunta que surge é quase sempre a mesma: como várias pessoas participam de uma violência extrema sem que ninguém interrompa?
A resposta envolve mais do que decisões individuais. Processos psicológicos e sociais podem alterar percepções, reduzir a empatia e diluir responsabilidades dentro de um grupo. Em determinados contextos, a presença coletiva não apenas facilita a violência, como também cria mecanismos que silenciam dúvidas e impedem intervenções.
Esta palestra propõe discutir como fenômenos como desumanização da vítima, pressão de grupo, difusão de responsabilidade e normalização da violência ajudam a compreender a dinâmica da violência sexual coletiva.
A partir de contribuições da psicologia social e dos estudos sobre violência, o encontro busca promover uma reflexão crítica sobre os fatores que permitem que esse tipo de crime ocorra e sobre o papel da sociedade e dos profissionais na prevenção, no enfrentamento e na responsabilização diante da violência sexual.
OBJETIVO
Analisar os fatores psicológicos e sociais que contribuem para a ocorrência de violência sexual em grupo, discutindo como processos de desumanização da vítima, pressão do grupo e dinâmicas situacionais podem favorecer a escalada da violência. A palestra busca compreender por que, em determinados contextos, indivíduos que isoladamente poderiam não cometer tal ato passam a participar ou permitir agressões coletivas.
TÓPICOS DO EVENTO
1. Violência sexual coletiva: quando o crime se torna fenômeno de grupo
Diferença entre violência individual e dinâmica coletiva
Como a presença do grupo altera comportamentos
2. O chamado “Efeito Lúcifer” e a influência das situações
Como contextos sociais podem favorecer a prática da violência
Pressão situacional e mudança de comportamento em grupo
3. Desumanização da vítima
Mecanismos psicológicos que reduzem a empatia
Construção de narrativas que culpabilizam a vítima
4. Difusão de responsabilidade e omissão coletiva
“Se todos estão fazendo, ninguém se sente responsável”
Por que ninguém interrompe a violência
5. Masculinidades, poder e violência sexual
Pressão de grupo e prova de masculinidade
Dinâmicas de dominação e afirmação de poder
6. Cultura do estupro e naturalização da violência
Discursos sociais que relativizam a violência sexual
Impactos dessas narrativas na responsabilização
7. Consequências psicológicas para as vítimas
Trauma, vergonha e silenciamento
Efeitos do julgamento social
8. O papel da Psicologia na compreensão e enfrentamento da violência sexual
Intervenção, prevenção e educação social
Desconstrução de mitos e práticas institucionais

Ita Letícia Alencar de Menezes
Psicóloga
03/26002
7198139-2254
Apresentação
Ita Letícia, Psicóloga Social e Clínica. Atua na proteção de mulheres vítimas de Violência Doméstica e Sexual.


PAINEL GERAL DE EDIÇÃO DO EVENTO
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