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Título da Palestra
Proteger Não é Acolher e Torcer: Erro Técnico, Risco Ético e Intervenções Estruturadas na Psicologia de Crianças e Jovens em Risco
Dias 19 e 23 de Março
8:00 PM
Apresentação do Evento
“Proteger Não é Acolher e Torcer: Erro Técnico, Risco Ético e Intervenções Estruturadas na Psicologia de Crianças e Jovens em Risco” é um curso breve, voltado a psicólogas(os) que atuam ou desejam atuar na interface com a rede de proteção e o sistema de justiça. Partindo da crítica à prática centrada apenas em “escutar, acolher e torcer para que melhore”, o curso discute como essa postura, embora bem-intencionada, pode configurar erro técnico, omissão e risco ético quando se trata de crianças e adolescentes em situação de violência e vulnerabilidade. Ao longo de dois encontros de 2 horas, serão apresentados, em nível introdutório, os fundamentos técnico-normativos da atuação nesse campo, os erros mais recorrentes na prática cotidiana e seus desdobramentos ético-legais, bem como noções básicas de avaliação de risco, formulação de caso, registro técnico e articulação com a rede de proteção. Trata-se de uma formação inicial, pensada para qualificar o olhar e oferecer parâmetros mínimos para que a atuação psicológica deixe de ser apenas acolhedora e passe a ser, de fato, protetiva, tecnicamente fundamentada e alinhada ao paradigma da proteção integral.
OBJETIVO
Ao final do curso “Proteger Não é Acolher e Torcer – Erro Técnico, Risco Ético e Intervenções Estruturadas na Psicologia de Crianças e Jovens em Risco”, espera-se que as(os) participantes sejam capazes de diferenciar intervenções de caráter meramente acolhedor, desprovidas de formulação de caso e plano de ação, de práticas efetivamente protetivas, ancoradas em avaliação de risco e na articulação com a rede de garantias de direitos. Objetiva-se que reconheçam, em nível introdutório, erros técnicos recorrentes na atuação com crianças e adolescentes em situação de risco, bem como seus desdobramentos ético-legais à luz do ECA e das normativas do CFP, especialmente no que tange à omissão, ao manejo do sigilo profissional e à responsabilização do psicólogo. Almeja-se, ainda, que possam apropriar-se de elementos mínimos para a construção de intervenções estruturadas – incluindo procedimentos básicos de avaliação de risco, definição de objetivos de intervenção, registro técnico qualificado e critérios para comunicação e encaminhamento à rede – favorecendo uma prática tecnicamente fundamentada, ética e alinhada ao paradigma da proteção integra
TÓPICOS DO EVENTO
Encontro 1 (2h)
Tema: Do acolhimento à proteção: fundamentos técnicos e ético-legais
1.Delimitação do campo e do problema
•Atuação do psicólogo com crianças e adolescentes em situação de risco na interface com a Psicologia Jurídica e a rede de proteção.
•Distinções básicas entre atuação clínica tradicional e atuação em contexto de garantia de direitos.
2.“Proteger não é acolher e torcer”
•Acolhimento como condição necessária, porém insuficiente.
•Intervenções desestruturadas: escuta empática sem avaliação de risco, sem formulação de caso e sem plano de ação.
•Proteger como ato técnico: da escuta à tomada de decisão responsável.3.Marco normativo essencial (visão panorâmica)
•Princípios do ECA relacionados à proteção integral e ao dever de proteção.•Tensionamentos entre sigilo profissional e comunicação de situações de violência.
•Referência sintética às normativas do CFP pertinentes (atuar com crianças/adolescentes, documentos psicológicos, interface com o sistema de justiça).
4.Erro técnico e risco ético na prática cotidiana
•Erros técnicos recorrentes: ausência de avaliação mínima de risco; atendimento isolado da rede; registros frágeis ou inexistentes; não comunicação por medo de “perder o vínculo”.
•Quando a não intervenção configura omissão técnica.
•Repercussões éticas, possíveis questionamentos judiciais e impactos na proteção da criança/adolescente.
Encontro 2 (2h)
Tema: Noções introdutórias de intervenção estruturada e manejo da rede de proteção
5.Elementos mínimos de intervenção estruturada em contexto de risco
•Da demanda inicial à formulação preliminar de caso: organização básica das informações.
•Passos essenciais: acolher, coletar dados, formular hipóteses de risco/proteção, definir objetivos iniciais de intervenção.
6.Avaliação de risco em nível introdutório
•Principais indicadores de risco e de proteção em situações de violência e vulnerabilidade.
•Diferenciação entre risco imediato e risco crônico em atendimentos breves.
•O que é possível avaliar em contextos de porta de entrada sem pretensão de perícia.
7.Registro técnico em situações de risco
•Função do registro como suporte à responsabilidade técnica e à proteção de direitos.
•Elementos mínimos: fatos, falas relevantes, hipóteses, decisões e encaminhamentos.
•Cuidados com linguagem, exposição de dados e possibilidade de requisição por instâncias do sistema de justiça.
8.Articulação com a rede e encaminhamentos responsáveis
•Critérios básicos para acionar Conselho Tutelar, Ministério Público, Vara da Infância, CRAS/CREAS e serviços de saúde mental.
•Limites da atuação do psicólogo: evitar tanto omissão quanto práticas salvacionistas ou policialescas.
•Comunicação de risco preservando, na medida do possível, vínculo e segurança da criança/adolescente.
Informações Sobre Curso
2
Nº de Aulas
2 Horas por Aula
20h
38,70
Duração:
CH:
Valor:
Anúncios:
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