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Revisando Inf.
Título da Palestra
Quando a Dor Vira Laudo: Fracasso social, medicalização do sofrimento feminino e os limites éticos do psicodiagnóstico.
09h às 12h
9:00 AM
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
O laudo é um ponto final ou um ponto de partida?
Você já sentiu que, ao fechar um diagnóstico, algo da história daquela mulher se perdeu no caminho? No cotidiano clínico, somos inundados por pacientes que já chegam "laudadas" pela cultura, pelas redes sociais e pelo sistema de saúde. Mas, como profissionais experientes, sabemos que um código de CID raramente dá conta da complexidade de uma vida.
A depressão é apenas um desequilíbrio químico ou é o colapso de uma mulher exausta pela jornada tripla? O "Borderline" é um transtorno de personalidade ou a resposta de um corpo que sobreviveu a traumas estruturais que a sociedade prefere patologizar a punir?
Bem-vinda/o ao curso "Quando a Dor Vira Laudo: Fracasso social, medicalização do sofrimento feminino e os limites éticos do psicodiagnóstico"
Este não é um curso sobre como preencher formulários ou decorar critérios diagnósticos. É um convite para descolonizar a sua escuta.
Nesta jornada, vamos revisitar a história da psiquiatria — da espetacularização da histeria na Salpêtrière à moderna "fábrica de transtornos" — para entender como o diagnóstico tem sido usado como ferramenta de controle do corpo e do desejo feminino.
O que você vai transformar na sua prática:
- Psicologia Clínica e Crítica: Aprenda a distinguir o transtorno mental do sofrimento ético-político.
- Profundidade Ética: Domine os conceitos de Foucault, Bader Sawaia e Maria Rita Kehl aplicados ao consultório.
- Escuta Interseccional: Entenda como gênero, raça e classe mudam o peso de um laudo.
- Emancipação: Descubra como construir diagnósticos que funcionem como ferramentas de cuidado e autoconhecimento, e não como sentenças.
Para quem busca uma clínica que não apenas silencia sintomas, mas que liberta sujeitos.
Pare de ser um mero reprodutor de manuais. Resgate a potência da sua escuta clínica e aprenda a ler o que o corpo grita quando a voz é calada.
OBJETIVO
O objetivo central deste curso é convocar psicólogas e psicólogos a uma revisão crítica e ética do processo de psicodiagnóstico, deslocando o olhar do sintoma puramente biológico para o sujeito atravessado por estruturas históricas de poder. Partindo da premissa de que a clínica não é um espaço neutro, o curso visa instrumentalizar profissionais experientes para que identifiquem como os manuais diagnósticos foram, e muitas vezes continuam sendo, utilizados como ferramentas de normalização e controle do corpo feminino.
Através de um percurso que une a arqueologia da histeria à análise contemporânea da medicalização da existência, pretendemos oferecer o estofo teórico necessário para diferenciar o transtorno mental do sofrimento ético-político. Buscamos capacitar o clínico a realizar uma escuta interseccional, que considere como as opressões de gênero, raça e classe moldam a dor da paciente, evitando que o laudo se torne uma "sentença" que silencia a revolta e a subjetividade.
Ao final, o curso propõe o desenvolvimento de uma prática diagnóstica emancipatória.
O intuito é que o profissional saiba manejar a técnica sem aniquilar a paciente e sua história, transformando o diagnóstico em um instrumento de cuidado, autoconhecimento e, sobretudo, de validação da experiência de mulheres que, historicamente, tiveram suas dores lidas como desvio, mas que aqui passam a ser compreendidas como um legítimo grito de sobrevivência frente à estrutura social.
TÓPICOS DO EVENTO
Módulo 1: A Arqueologia do Diagnóstico – Da Histeria ao Controle
Neste módulo inicial, mergulhamos na história da psicopatologia para entender como o olhar clínico foi moldado para capturar e normalizar o desvio feminino.
- A "Invenção" da Histeria: De Hipócrates a Charcot – o útero errante e o espetáculo da dor na Salpêtrière.
- O Nascimento da Escuta: Freud e as mulheres que "gritavam com o corpo" – entre a libertação pelo diálogo e o enquadramento do desejo.
- O Panóptico do Lar: A patologização como punição para a quebra da domesticidade e da docilidade.
- Contra-narrativas Feministas: A crítica de Karen Horney à inveja do pênis e a psiquiatria como "novo confessionário" em Phyllis Chesler.
Módulo 2: A Fábrica de Diagnósticos – O Fracasso Social como Patologia
Uma análise dos diagnósticos contemporâneos (Borderline, Bipolaridade, Burnout) sob a ótica da sobrecarga estrutural e da medicalização da existência.
- Sofrimento Ético-Político (Bader Sawaia): Quando a dor não é um desequilíbrio químico, mas uma resposta à injustiça e à exclusão.
- A "Histerização" Contemporânea: Por que o Transtorno de Personalidade Borderline tornou-se o novo rótulo para a intensidade feminina?
- Medicalização da Sobrevivência: Como a tripla jornada, o racismo estrutural e a violência simbólica são transformados em laudos de depressão e ansiedade.
- O Laudo como Refúgio e cela: A análise de Maria Rita Kehl sobre o deslocamento do feminino e a depressão como "pausa forçada".
Módulo 3: Prática Clínica Emancipatória – O Diagnóstico como Cuidado
Ferramentas práticas para uma atuação ética que valide a subjetividade da paciente sem reduzi-la a um código do CID.
- O Diagnóstico Situacional vs. Nosológico: Como realizar uma avaliação que contemple os determinantes sociais de saúde.
- Interseccionalidade na Escuta: O peso do laudo para mulheres brancas e negras – do "estigma da fragilidade" ao "estigma da agressividade".
- Ética na Elaboração de Documentos: Como escrever prontuários e laudos que protejam a autonomia da paciente.
- Guia de Despatologização: Estratégias para transformar o consultório em um espaço de conscientização, revolta ética e cura.
Informações Sobre Curso
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Nº de Aulas
2 Horas por Aula
10h
29,90
Duração:
CH:
Valor:

Anúncios:
Não, prefiro tentar o curso sem anúncios.
