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Título da Palestra
“Se Eu Não Controlar, Eu Desmorono”; Ansiedade, hipervigilância e o risco clínico de validar controle como estabilidade
2 de junho de 2026
8:00 PM
O Evento Não Está Associado a um Núcleo
Apresentação do Evento
Uma palestra que se aproxima de uma experiência comum, mas pouco questionada: a necessidade constante de controlar para conseguir se manter.
Para muitas mulheres, organizar, prever e antecipar não é apenas uma característica, é uma forma de evitar o colapso. O problema é que, com o tempo, esse controle deixa de trazer segurança e passa a gerar exaustão, ansiedade e dificuldade de lidar com qualquer imprevisto.
O encontro propõe olhar para além da ideia de “ser organizada”, explorando como a hipervigilância pode se estruturar como resposta ao medo e ao sofrimento, e como, em alguns contextos, o controle é confundido com equilíbrio.
A partir de uma perspectiva clínica, a palestra discute os riscos de reforçar esse funcionamento e convida à construção de formas mais possíveis de lidar com o imprevisível, sem a exigência de estar sempre no controle.
Um espaço de reflexão para quem sente que, se parar de controlar, tudo pode desmoronar, e quer entender o que sustenta essa sensação.
OBJETIVO
Refletir sobre o uso do controle como estratégia de regulação emocional em contextos de ansiedade, analisando como a hipervigilância pode ser confundida com organização ou estabilidade, e discutir os riscos clínicos de reforçar esse funcionamento sem considerar o sofrimento subjacente e a dificuldade de sustentar o imprevisível.
TÓPICOS DO EVENTO
- Ansiedade além da agitação: formas silenciosas de manifestação
- Controle como tentativa de segurança interna
- Hipervigilância: estar sempre alerta como forma de sustentar-se
- Diferença entre organização saudável e controle rígido
- O medo do imprevisto e da perda de controle
- Quando o controle vira exaustão
- Pensamento antecipatório e necessidade de prever tudo
- Dificuldade de relaxar e “desligar”
- O risco de validar controle como competência
- Relação entre controle, medo e sensação de desmoronamento
- Manejo clínico: ampliar tolerância ao não controle
- Caminhos possíveis para lidar com o imprevisível


