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Título da Palestra

“Se Eu Não Controlar, Eu Desmorono”; Ansiedade, hipervigilância e o risco clínico de validar controle como estabilidade

2 de junho de 2026

8:00 PM

O Evento Não Está Associado a um Núcleo

Apresentação do Evento

Uma palestra que se aproxima de uma experiência comum, mas pouco questionada: a necessidade constante de controlar para conseguir se manter.

Para muitas mulheres, organizar, prever e antecipar não é apenas uma característica, é uma forma de evitar o colapso. O problema é que, com o tempo, esse controle deixa de trazer segurança e passa a gerar exaustão, ansiedade e dificuldade de lidar com qualquer imprevisto.

O encontro propõe olhar para além da ideia de “ser organizada”, explorando como a hipervigilância pode se estruturar como resposta ao medo e ao sofrimento, e como, em alguns contextos, o controle é confundido com equilíbrio.

A partir de uma perspectiva clínica, a palestra discute os riscos de reforçar esse funcionamento e convida à construção de formas mais possíveis de lidar com o imprevisível, sem a exigência de estar sempre no controle.

Um espaço de reflexão para quem sente que, se parar de controlar, tudo pode desmoronar, e quer entender o que sustenta essa sensação.

OBJETIVO

Refletir sobre o uso do controle como estratégia de regulação emocional em contextos de ansiedade, analisando como a hipervigilância pode ser confundida com organização ou estabilidade, e discutir os riscos clínicos de reforçar esse funcionamento sem considerar o sofrimento subjacente e a dificuldade de sustentar o imprevisível.

TÓPICOS DO EVENTO

  • Ansiedade além da agitação: formas silenciosas de manifestação
  • Controle como tentativa de segurança interna
  • Hipervigilância: estar sempre alerta como forma de sustentar-se
  • Diferença entre organização saudável e controle rígido
  • O medo do imprevisto e da perda de controle
  • Quando o controle vira exaustão
  • Pensamento antecipatório e necessidade de prever tudo
  • Dificuldade de relaxar e “desligar”
  • O risco de validar controle como competência
  • Relação entre controle, medo e sensação de desmoronamento
  • Manejo clínico: ampliar tolerância ao não controle
  • Caminhos possíveis para lidar com o imprevisível
Yacira Pereira de Alencar

Yacira Pereira de Alencar

Psicóloga

15/3147

82 9193-0402

Apresentação

Psicóloga clínica (CRP 15/3147), graduada pelo CESMAC, com atuação no atendimento de adultos e adolescentes (15+), com ênfase em ansiedade, regulação emocional e padrões cognitivos e comportamentais disfuncionais.

Sua prática é fundamentada na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), articulada a contribuições da Gestalt-terapia, integrando estratégias baseadas em evidências à compreensão da experiência subjetiva e relacional do paciente. Atua a partir de conceitualização cognitiva estruturada, aliada ao trabalho com consciência emocional e experimentação no aqui-agora.

Possui formação em Psicoterapias Baseadas em Evidências, Terapia Cognitivo-Comportamental, Psicopatologia e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), estando em contínuo aprofundamento na área de Psicopatologia.

Desenvolve uma prática clínica orientada pela integração entre estudo sistemático, aplicação técnica e uso de recursos contemporâneos, incluindo ferramentas digitais para monitoramento de sintomas e acompanhamento de evolução clínica.

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Yacira Pereira de Alencar

Yacira Pereira de Alencar

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