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Título da Palestra

Mulheres Também Podem Ser Misóginas? Rivalidade Feminina e o Mito da Sororidade Automática

18 de março de 2026

7:00 PM

Oficial BRAPSI

Apresentação do Evento

A palestra “Sororidade é Sempre Possível? Quando Mulheres Reproduzem o Mesmo Sistema que as Oprime” propõe um espaço de reflexão crítica sobre as relações entre mulheres em uma sociedade historicamente marcada por estruturas patriarcais. A partir de uma perspectiva socio-histórica, feminista e psicológica, o encontro convida o público a compreender como determinadas dinâmicas sociais e emocionais influenciam a forma como mulheres percebem a si mesmas e às outras mulheres.

Serão abordados temas como misoginia internalizada, rivalidade feminina e a reprodução de discursos machistas entre mulheres, analisando também os processos psicológicos envolvidos, como construção da identidade, busca por pertencimento, validação social e mecanismos de defesa que podem levar à reprodução de padrões opressores.

O evento também busca problematizar a ideia de que a sororidade é sempre espontânea ou natural. A partir do diálogo entre psicologia e pensamento feminista, propõe-se compreender a sororidade não apenas como um ideal afetivo, mas como uma escolha ética e política, baseada no reconhecimento da importância de proteger os direitos, os corpos e a dignidade das mulheres.

Mais do que oferecer respostas prontas, a palestra pretende estimular reflexão, consciência crítica e diálogo sobre como romper com padrões que historicamente colocam mulheres umas contra as outras, abrindo caminhos para relações mais conscientes, responsáveis e solidárias entre mulheres.

OBJETIVO

Esta palestra propõe uma reflexão crítica sobre as relações entre mulheres em uma sociedade marcada pelo patriarcado. O objetivo é analisar como rivalidade feminina, misoginia internalizada e a reprodução de discursos machistas por mulheres estão ligados a processos históricos e culturais que sustentam desigualdades de gênero. A proposta também busca problematizar a ideia de sororidade como algo automático ou obrigatório, destacando que o feminismo não exige que mulheres se amem ou concordem entre si, mas que reconheçam a importância de defender coletivamente seus corpos, direitos e dignidade. Assim, a palestra pretende estimular uma compreensão mais política das relações entre mulheres, convidando à reflexão sobre como romper com padrões que reforçam a opressão feminina e fortalecer a luta por igualdade e liberdade.

TÓPICOS DO EVENTO

1. Misoginia internalizada
Como mulheres podem reproduzir valores machistas e discursos que desvalorizam outras mulheres.

2. Rivalidade feminina
Reflexão sobre as raízes históricas e sociais da competição entre mulheres, estimulada por padrões de beleza e busca por validação masculina.

3. Sororidade como posição política
Entender que o feminismo não exige amor entre mulheres, mas compromisso coletivo na defesa dos direitos e da autonomia feminina.

Dayane Vidal dos Santos

Dayane Vidal dos Santos

Psicóloga e Educadora em Sexualidade

06/228097

@dai.psicosexual

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Apresentação

Psicóloga e educadora sexual há 8 anos, professora de teatro, atriz e escritora erótica. Atua na interface entre Psicologia, sexualidade, artes e educação, com foco em educação para a sexualidade, desenvolvimento socioemocional, atendimento à comunidade LGBTQIAPN+, mulheres e adolescentes, além da prevenção das violências sexuais e de gênero. Pós-graduanda na área da sexualidade, desenvolve trabalhos que articulam prática educativa e cuidado, compreendendo a sexualidade como uma dimensão biopsicossocial, política e de cuidado integral. É criadora da metodologia Corpordrama, que integra o teatro como ferramenta de prevenção de violências com crianças e adolescentes.

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Dayane Vidal dos Santos

Dayane Vidal dos Santos

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