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Título da Palestra
Quem Reconhece o Homem Trans como Vítima? IPV, Invisibilidade e Caminhos de Proteção eAcolhimento”
22 de abril de 2026
10:00 AM
PSIFOR - Núcleo de Psicologia Forense
Apresentação do Evento
Quando pensamos em violência por parceiro íntimo, quem imaginamos como vítima?
Esta palestra tensiona esse imaginário ao trazer para o centro da discussão a experiência de homens trans — frequentemente atravessada pela invisibilidade, pelo não reconhecimento e pela ausência de dispositivos adequados de proteção.
Entre o silenciamento e a negação, emergem formas específicas de violência que desafiam tanto o campo jurídico quanto a prática clínica.
Um convite à escuta ampliada, à revisão de pressupostos e à construção de caminhos mais éticos, inclusivos e comprometidos com a realidade das múltiplas formas de existir e sofrer.
OBJETIVO
Analisar a violência por parceiro íntimo (IPV) vivenciada por homens trans, problematizando sua invisibilidade nos discursos sociais, jurídicos e clínicos, e refletindo sobre estratégias de reconhecimento, acolhimento e intervenção ética, sensível e não patologizante diante das especificidades dessa população.
TÓPICOS DO EVENTO
IPV e diversidade de gênero
Conceito de violência por parceiro íntimo aplicado a identidades trans
Invisibilidade estatística e epistemológica
Quem é reconhecido como vítima?
Construções sociais de vítima e agressor
Cisnormatividade e seus impactos na leitura da violência
Dinâmicas específicas da violência contra homens trans
Violência psicológica, física e sexual
Controle por meio da identidade de gênero (ameaça de outing, deslegitimação da identidade)
Dependência emocional e isolamento social
Barreiras à denúncia e ao acesso à proteção
Falta de reconhecimento institucional
Medo de revitimização
Lacunas na aplicação de leis e políticas públicas
Rede de apoio e desafios no Brasil
Serviços despreparados para acolhimento de pessoas trans
Violência institucional e negligência
Intervenção psicológica e manejo clínico
Escuta ética e validação da experiência
Evitar reforço de estigmas e patologização
Manejo do trauma e fortalecimento da autonomia
Reflexões clínicas e sociais
Quando a identidade é usada como instrumento de violência
O não reconhecimento como forma de violência simbólica

