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Título da Palestra

50 Tons de uma Falsa Submissão: Por Que Consumimos Tanto Conteúdo de Sexo, Violência e Excesso — Mas Não Sabemos Nada Sobre Intimidade e Autonomia Feminina

30 de março de 2026

6:00 PM

SerMULHER - Núcleo de Psicologia da Mulher

Apresentação do Evento

Vivemos em uma cultura que não apenas consome sexo, poder e excesso — mas que aprende a desejar a partir deles. Narrativas como Cinquenta Tons de Cinza e 365 Days não são apenas entretenimento: elas funcionam como roteiros silenciosos que ensinam o que é amor, o que é desejo e, principalmente, qual é o lugar da mulher dentro dessas relações.

Nesses enredos, o controle é frequentemente confundido com cuidado, a invasão com intensidade, e a submissão com liberdade. O que se apresenta como escolha, muitas vezes está atravessado por idealizações, carências emocionais e construções culturais que moldam o desejo feminino antes mesmo que ele possa ser reconhecido como próprio.

O paradoxo é evidente: nunca se falou tanto sobre sexo, mas nunca foi tão difícil sustentar intimidade. Nunca houve tanta exposição do corpo, mas tão pouca escuta sobre limites, autonomia e consentimento real.

Essa palestra convida a uma ruptura: sair da posição de consumo dessas narrativas e entrar em um olhar crítico sobre aquilo que elas produzem em nós — porque, mais do que assistir, nós incorporamos essas histórias na forma como amamos, cedemos e nos perdemos nas relações.

OBJETIVO

Analisar, de forma crítica e interdisciplinar, como produções culturais contemporâneas operam como dispositivos simbólicos de normalização e erotização de relações assimétricas de poder, contribuindo para a construção de uma fantasia social de submissão feminina que se apresenta como escolha, mas que, muitas vezes, está atravessada por condicionamentos psíquicos, culturais e históricos.

Busca-se compreender de que maneira essas narrativas não apenas refletem, mas também produzem modos de subjetivação feminina, influenciando a forma como mulheres percebem o desejo, o corpo, o amor e os limites nas relações. Nesse sentido, o objetivo é tensionar a ideia de consentimento tal como é apresentada nesses conteúdos, diferenciando-o de processos mais complexos que envolvem dependência emocional, idealização amorosa e busca por validação. Por fim, pretende-se promover uma reflexão clínica, social e ética acerca da urgência de resgatar a autonomia feminina enquanto eixo central das relações afetivas e sexuais, deslocando a mulher do lugar de objeto do desejo para sujeito ativo de sua própria experiência, capaz de reconhecer, nomear e sustentar seus próprios limites, desejos e escolhas fora dos roteiros previamente impostos pela cultura midiática.

TÓPICOS DO EVENTO

  • Erotização da assimetria de poder nas narrativas contemporâneas (Cinquenta Tons de Cinza e 365 Days)
  • Consentimento: distinções entre autonomia, coerção e submissão psíquica
  • Construção do desejo feminino: influências culturais e inconscientes
  • Intimidade e vínculo na cultura do excesso e da hipersexualização
  • A posição subjetiva feminina: entre objeto e sujeito do desejo
  • Influência da mídia e da pornografia na formação do imaginário erótico
  • Repercussões clínicas: impactos nas relações afetivas e no sofrimento psíquico
  • Estratégias clínicas para promoção da autonomia e relações saudáveis
  • Ética profissional diante da normalização da violência simbólica
Drielly da Silva Paiva

Drielly da Silva Paiva

psicológa

04/72824

psico.drielly

032991288147

Apresentação

Drielly Paiva é psicóloga clínica, palestrante e coordenadora da BRAPSI atuando na articulação entre ciência psicológica, cultura contemporânea e responsabilidade social. Sua trajetória profissional é marcada por um compromisso ético com a infância, a adolescência e a saúde mental da mulher, integrando prática clínica, formação de profissionais e atuação institucional.
Como palestrante, Drielly se destaca por articular teoria psicológica com elementos da cultura pop e da cultura geek, utilizando filmes, séries, animações e narrativas contemporâneas como dispositivos de análise clínica e reflexão social. Sua abordagem transforma referências culturais em instrumentos de psicoeducação, promovendo debates sobre vínculos, trauma bonding, exposição midiática da infância, adoecimento emocional na era digital e os impactos das narrativas sociais na subjetividade feminina.
Além disso, Drielly integra grupo de linha de frente de proteção à mulher, atuando em ações voltadas ao acolhimento, orientação e enfrentamento das violências de gênero. Essa experiência amplia sua prática clínica e formativa, conectando teoria e realidade social de maneira concreta e comprometida.
Com linguagem consistente, aprofundamento teórico e sensibilidade cultural.

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Drielly da Silva Paiva

Drielly da Silva Paiva

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