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Título da Palestra
Maria Madalena Enquanto Metáfora: Entre a Vergonha e o Pertencimento: Desejo, exclusão e a reconstrução de si na relação com o outro
10 de abril de 2026
7:30 PM
SerMULHER - Núcleo de Psicologia da Mulher
Apresentação do Evento
A figura de Maria Madalena, amplamente atravessada por construções históricas e sociais, pode ser compreendida, na clínica, como uma potente metáfora das dinâmicas psíquicas relacionadas à vergonha, exclusão e busca por pertencimento.
Para além de qualquer leitura religiosa, sua imagem evoca o sujeito marcado pelo olhar do outro, pela estigmatização e pela dificuldade de sustentar uma identidade própria diante da culpa e do julgamento. Nesse contexto, o desejo frequentemente se encontra atravessado pela necessidade de aceitação, levando a padrões de submissão, repetição e apagamento de si.
Esta palestra propõe uma leitura simbólica dessas dinâmicas, articulando conceitos da psicologia clínica para compreender como experiências de exclusão e vergonha impactam a construção do self e os vínculos afetivos, bem como os caminhos possíveis de reconstrução subjetiva.
OBJETIVO
Investigar, a partir da metáfora de Maria Madalena, as dinâmicas psíquicas relacionadas à vergonha, ao desejo e à busca por pertencimento, sem qualquer conotação religiosa, articulando simbolismo, identidade e relações interpessoais.
O objetivo é compreender como experiências de exclusão, estigmatização e validação externa influenciam a construção do self, contribuindo para padrões de submissão, repetição e dificuldade de sustentar o próprio desejo. Além disso, pretende-se refletir sobre abordagens clínicas que possibilitem a reconstrução subjetiva, o fortalecimento da autonomia e a ressignificação dos vínculos, favorecendo formas mais saudáveis de existir na relação com o outro.
TÓPICOS DO EVENTO
- Vergonha como organizador psíquico e suas origens relacionais
- Exclusão, estigma e construção da identidade
- A metáfora de Maria Madalena na clínica contemporânea
- Desejo atravessado pela necessidade de pertencimento
- Submissão, repetição e apagamento do self
- O olhar do outro e a validação como eixo identitário
- Repercussões clínicas: o paciente que se sente “fora do lugar”
- Reconstrução de si: autonomia, limite e ressignificação
- Manejo clínico da vergonha e fortalecimento da identidade


