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Título da Palestra

Caso Gustavo: " Ele me Bate" Quando a fala da Criança chega antes da Proteção

10 de agosto de 2026

5:00 PM

Apresentação do Evento

Uma criança fala. Um comportamento muda. Um pedido de ajuda aparece. Uma denúncia é registrada. Mas o que acontece quando os sinais chegam antes da proteção? O caso Gustavo permite discutir uma das questões mais delicadas da proteção à infância: o que acontece quando a criança apresenta sinais de violência, mas a rede de proteção não consegue responder com a rapidez, integração e efetividade necessárias? A partir de uma perspectiva interdisciplinar, o evento propõe uma análise sobre escuta infantil, indicadores de violência, negligência institucional, comunicação entre profissionais, atuação do Conselho Tutelar, Psicologia, assistência social, saúde, educação e sistema de Justiça. Mais do que reconstruir um caso, a proposta é compreender os caminhos — e os possíveis pontos de ruptura — entre a criança que tenta comunicar o que está vivendo e o adulto que precisa reconhecer, acolher e agir.

OBJETIVO

Analisar, a partir do Caso Gustavo, os desafios envolvidos na identificação, escuta e proteção de crianças em situação de violência, discutindo como falhas de comunicação, omissões, desarticulação institucional e respostas tardias podem comprometer a segurança infantil. O evento busca capacitar profissionais e estudantes a reconhecerem que escutar uma criança não é apenas ouvi-la: é saber interpretar sinais, acolher sua comunicação sem indução, acionar os mecanismos adequados e transformar informação em proteção efetiva.

TÓPICOS DO EVENTO

1. O Caso Gustavo: quando os sinais chegam antes da proteção Contextualização do caso Linha do tempo dos acontecimentos Sinais, denúncias e informações disponíveis Onde a proteção deveria ter começado? 2. “A criança está falando”: o que significa escutar? Comunicação infantil e revelação de violência Fala, comportamento e mudanças emocionais Quando a criança não consegue dizer diretamente o que está acontecendo Escuta versus interrogatório 3. A criança como fonte de informação — e não como prova isolada Limites da interpretação da fala infantil Risco de indução e contaminação do relato Como perguntar sem sugerir respostas A importância da avaliação especializada 4. Quando a denúncia não se transforma em proteção O caminho entre denúncia, avaliação e intervenção Responsabilidade institucional Negligência, omissão e falhas na resposta O perigo da normalização de sinais de violência

Apresentação

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