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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Em Divulgacao
Título da Palestra
Como Atender um Pedófilo Que Já Abusou? Resistência, crenças permissivas, sigilo, risco e proteção da criança.
9 de setembro de 2026
4:15 PM
Apresentação do Evento
Resistência, crenças permissivas, sigilo, risco e proteção da criança.
O paciente revela que já abusou de uma criança. A partir daí, o atendimento exige enfrentar perguntas que não cabem em respostas automáticas: como escutar sem minimizar a violência? Como trabalhar a resistência e as justificativas para o abuso? O que precisa ser considerado diante do sigilo profissional e da proteção da criança?
Esta Aula Aberta propõe uma introdução aos desafios do atendimento psicológico a adultos com interesse pedofílico e histórico de violência sexual contra crianças. O foco está na construção de uma relação terapêutica que não dispense a responsabilização, na discussão de crenças permissivas e na articulação entre raciocínio clínico, limites profissionais e rede de proteção.
A proposta também inclui as reações do próprio profissional — indignação, medo, repulsa ou insegurança — e o lugar da supervisão e dos encaminhamentos. O título coloca uma situação clínica em debate; a discussão não tratará diagnóstico e autoria de violência sexual como equivalentes automáticos.
Uma aula para começar a organizar perguntas e decisões difíceis, mantendo a proteção da criança no centro. Não é formação suficiente para atuação especializada, orientação individual de caso nem promessa de eliminação de risco.
PÚBLICO-ALVO
Psicólogas, psicólogos e estudantes de Psicologia interessados em clínica, ética profissional e proteção de crianças. Profissionais de áreas relacionadas podem acompanhar a discussão interdisciplinar, respeitadas as competências de cada profissão. A aula não autoriza o exercício de atos profissionais privativos.
OBJETIVO
Introduzir uma discussão clínica e ética sobre o atendimento psicológico a adultos com interesse pedofílico que já praticaram violência sexual contra crianças, articulando resistência, crenças permissivas, responsabilização, limites do sigilo, avaliação de risco e proteção, com reconhecimento dos limites de competência e da necessidade de trabalho em rede.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Diferenciar os conceitos que precisam ser examinados antes de formular o caso, sem presumir um diagnóstico apenas pelo relato do ato.
• Discutir como sustentar a relação terapêutica sem validar justificativas para a violência.
• Examinar resistência, negação, minimização do dano e atribuição de responsabilidade à vítima.
• Situar o sigilo profissional, as obrigações legais de comunicação e o registro necessário nas decisões de proteção.
• Reconhecer o lugar da avaliação especializada de risco, da supervisão e dos encaminhamentos.
TÓPICOS DO EVENTO
Interesse pedofílico, transtorno pedofílico e violência sexual: distinções para a formulação clínica, sem diagnóstico automático.
Depois da revelação: relação terapêutica, responsabilização e limites do atendimento.
Resistência, negação e minimização: quando o paciente evita reconhecer o dano causado.
Crenças permissivas e distorções cognitivas: justificativas para o abuso e atribuição de culpa à vítima.
Reações do profissional: indignação, medo, repulsa, limites de competência e supervisão.
Sigilo profissional, obrigações de comunicação e registro: fundamentos éticos e legais da proteção da criança.
Risco de nova violência e necessidades de proteção: avaliação especializada, encaminhamentos e trabalho em rede.
Psicoterapia não é investigação nem perícia: limites de função e prevenção da revitimização.
Apresentação
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