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Título da Palestra
Palestra I FODAPSI 2026.1 | ELA É PUTA, ELE É PEGADOR? Sexo, corpo, gênero e sociedade
29 de outubro de 2026
4:00 PM
Apresentação do Evento
“Ela é puta. Ele é pegador.” Duas pessoas podem ter comportamentos sexuais semelhantes e, ainda assim, receber julgamentos completamente diferentes. Enquanto a sexualidade masculina costuma ser associada à experiência, virilidade e conquista, a feminina frequentemente é atravessada por vergonha, reputação, controle e vigilância.
A questão não está apenas em quem transa mais ou menos, mas em quem pode desejar, demonstrar desejo, ter experiências, mudar de parceiro, falar sobre prazer e ocupar o próprio corpo sem ser reduzido a um rótulo. A sociedade produz diferentes roteiros para homens e mulheres e, muitas vezes, transforma a sexualidade em uma ferramenta de classificação moral.
A proposta é discutir como gênero, corpo, desejo e normas sociais participam da construção da sexualidade e como esses julgamentos chegam à clínica, aos relacionamentos, à autoestima e à própria maneira como homens e mulheres aprendem a perceber seus corpos e desejos.
OBJETIVO
Analisar criticamente como os padrões sociais de gênero produzem diferentes expectativas, permissões e julgamentos sobre a sexualidade masculina e feminina, discutindo os impactos psicológicos da dupla moral sexual sobre desejo, corpo, autoestima, relacionamentos, identidade e autonomia.
TÓPICOS DO EVENTO
1. ELA É PUTA. ELE É PEGADOR.
A mesma prática sexual pode receber nomes completamente diferentes dependendo de quem a realiza.
2. QUEM ENSINOU QUE HOMEM TEM QUE PEGAR E MULHER TEM QUE SE PRESERVAR?
Socialização de gênero e construção de comportamentos sexuais esperados.
3. O HOMEM CONQUISTA. A MULHER “SE DÁ”.
Como a linguagem revela relações diferentes de poder, desejo e reputação.
4. QUANDO A VIDA SEXUAL VIRA CURRÍCULO PARA ELE E PRONTUÁRIO PARA ELA
Experiência sexual masculina como status e experiência feminina como motivo de julgamento.
5. “ELA SABE DEMAIS.”
Quando conhecimento, experiência e autonomia sexual feminina passam a ser interpretados como ameaça.
6. O CORPO DELA TAMBÉM VIRA PROVA
Roupas, aparência, comportamento e a vigilância social sobre o corpo feminino.
7. E SE ELE NÃO QUISER?
Quando a masculinidade também aprisiona: obrigação de desejar, tomar iniciativa e estar sempre disponível.
8. QUANDO O JULGAMENTO ENTRA NO QUARTO
Vergonha, culpa, insegurança e dificuldade de viver a sexualidade com autonomia.
9. “O QUE VÃO PENSAR DE MIM?”
Reputação, medo do julgamento e os efeitos psicológicos dos roteiros sociais da sexualidade.
10. TALVEZ O PROBLEMA NÃO SEJA QUANTO ELA TRANSOU — MAS POR QUE A SOCIEDADE AINDA PRECISA JULGÁ-LA
Autonomia sexual, singularidade, consentimento e desconstrução da dupla moral.
Apresentação
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