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Título da Palestra
ELE VIROU UMA ESTRELINHA? Metáforas e recursos lúdicos para trabalhar o luto infantil
20 de outubro de 2026
3:00 PM
Apresentação do Evento
Quando alguém morre, os adultos muitas vezes procuram palavras que pareçam menos dolorosas para contar à criança. “Virou uma estrelinha”, “foi viajar”, “virou um anjinho”. Mas o que acontece quando a metáfora usada para proteger também deixa dúvidas que a criança não consegue elaborar?
No luto infantil, brincar, desenhar, contar histórias e criar metáforas podem oferecer caminhos para falar sobre ausência, saudade, mudanças e continuidade dos vínculos. O recurso lúdico não precisa esconder a morte: pode ajudar a criança a construir uma linguagem possível para aquilo que ainda não consegue organizar em palavras.
A proposta é discutir como utilizar recursos lúdicos e metafóricos na clínica infantil diante da morte, respeitando o desenvolvimento da criança, sua forma de compreender a realidade e o significado que ela própria atribui à perda.
OBJETIVO
Apresentar possibilidades de utilização de metáforas, brincadeiras, histórias, desenhos e outros recursos lúdicos no trabalho clínico com crianças enlutadas, favorecendo a expressão e elaboração da perda, da saudade, da ausência e das transformações provocadas pela morte.
TÓPICOS DO EVENTO
1. “ELE VIROU UMA ESTRELINHA?”
Quando a criança tenta entender o que significa morrer.
Como as crianças constroem explicações sobre a morte e por que a linguagem utilizada pelos adultos importa.
2. QUANDO O ADULTO NÃO CONSEGUE DIZER “MORREU”
Metáforas, proteção e comunicação sobre a morte.
O desejo de suavizar a notícia e os possíveis efeitos de explicações que podem gerar confusão ou interpretações literais.
3. “MAS ELE VOLTA?”
A compreensão infantil sobre ausência e permanência.
Como perguntas, expectativas e diferentes formas de compreensão podem aparecer durante o processo de luto.
4. A SAUDADE TAMBÉM PODE BRINCAR
O lúdico como linguagem para aquilo que não cabe em palavras.
Brincadeiras, histórias e atividades simbólicas como possibilidades de expressão da experiência de perda.
5. VAMOS DESENHAR QUEM FOI EMBORA?
Memória, narrativa e construção de significados.
O desenho como espaço para a criança representar lembranças, relações e experiências relacionadas à pessoa que morreu, sem interpretações automáticas.
6. E SE A ESTRELINHA PUDESSE CONTAR UMA HISTÓRIA?
Metáforas como recurso de elaboração.
Como criar histórias e personagens que permitam conversar sobre morte, saudade, despedida e continuidade dos vínculos.
7. QUANDO O BRINCAR MUDA DEPOIS DA PERDA
Observando transformações no brincar durante o luto.
Apresentação
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