
.png)
Nossa missão é exagerada... queremos mudar o mundo!
E nosso método, Radical! Transformando pensamentos!
Status do Desenvolvimento da Palestra:
Materiais Enviados
Título da Palestra
Estamos Diagnosticando Demais Ou Tarde Demais? O debate que dividiu a clínica do autismo no Brasil
6 de maio de 2026
8:30 PM
O Evento Não Está Associado a um Núcleo
Apresentação do Evento
Nos últimos meses, o diagnóstico de autismo deixou de ser apenas uma questão clínica e passou a ocupar um espaço central nas discussões públicas, acadêmicas e institucionais, trazendo consigo uma série de questionamentos que não podem mais ser ignorados por quem atua na prática.
O aumento significativo de diagnósticos, a ampliação dos critérios e a forma como esse tema vem sendo discutido têm produzido um cenário marcado por polarizações, onde de um lado se fala em excesso e banalização e do outro em reconhecimento tardio e reparação histórica, e no meio disso está o profissional, que precisa tomar decisões reais, com impacto direto na vida das pessoas, muitas vezes sem ter espaço para sustentar a complexidade dessas escolhas.
Esse evento não parte da ideia de que existe uma resposta simples ou um posicionamento confortável, pelo contrário, ele nasce justamente da necessidade de sair dessas leituras reducionistas e construir uma discussão mais séria, mais técnica e mais comprometida com a realidade clínica.
A proposta aqui não é validar qualquer demanda, mas também não é invalidar o sofrimento de quem busca um diagnóstico, é criar um espaço em que seja possível pensar com mais critério, mais responsabilidade e menos pressa, entendendo que cada diagnóstico envolve consequências que vão muito além do nome que se dá ao quadro.
É um encontro para quem já percebeu que esse não é mais um tema que pode ser tratado de forma superficial, e que precisa de mais do que opinião para ser sustentado, precisa de raciocínio clínico, posicionamento ético e disposição para lidar com a complexidade sem fugir dela.
OBJETIVO
Esse evento nasce de um incômodo que não é teórico, ele é clínico, cotidiano e cada vez mais difícil de sustentar com segurança: o aumento dos diagnósticos de TEA não é só um dado epidemiológico, ele é também um fenômeno social, institucional e subjetivo, e isso coloca o profissional em uma posição extremamente delicada, porque ao mesmo tempo em que há uma demanda legítima por reconhecimento, existe também uma tensão crescente sobre até onde esse diagnóstico está sendo ampliado de forma consistente ou até onde ele começa a perder precisão.
A proposta aqui não é defender um lado e nem reforçar discursos prontos, mas criar um espaço em que seja possível olhar para esse cenário com mais rigor, mais nuance e principalmente mais responsabilidade clínica, entendendo que tanto o excesso quanto a recusa diagnóstica podem produzir sofrimento, iatrogenia e consequências importantes na vida do paciente.
Ao longo do encontro, a ideia é que o participante consiga sair menos preso a respostas simplistas e mais capaz de sustentar raciocínio clínico em situações complexas, conseguindo diferenciar quando há, de fato, uma ampliação necessária do olhar e quando há um risco de diluição conceitual, além de reconhecer os impactos éticos e práticos que cada decisão diagnóstica carrega, não só no consultório, mas também nos contextos sociais, institucionais e familiares em que esse paciente está inserido.
TÓPICOS DO EVENTO
1. Dilema diagnóstico
– Subdiagnóstico vs sobrediagnóstico no TEA
– Impacto funcional e prognóstico
2. Subdiagnóstico
– Apresentações atípicas (mulheres, adultos)
– Masking/camuflagem
– Diagnóstico tardio e carga alostática
3. Sobrediagnóstico
– Flexibilização de critérios na prática
– Uso de heurísticas e viés confirmatório
– Diagnóstico como resposta ao sofrimento inespecífico
4. Diagnóstico diferencial
– TDAH, TAB, TPB, TEPT, ansiedade
– Sobreposição sintomática e comorbidades
5. Limites do modelo atual
– Dependência de autorrelato e checklists
– Baixa precisão ecológica
– Redução da análise funcional
6. Implicações clínicas
– Subdiagnóstico: manejo inadequado, cronificação
– Sobrediagnóstico: iatrogenia, cristalização identitária
7. Direcionamento clínico
– Formulação longitudinal
– Integração multimétodo
– Diagnóstico como hipótese dinâmica
---
8. Síntese
– Problema central: acurácia diagnóstica


