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Título da Palestra
Estupro Conjugal, Naturalização da Violência e o Erro Clínico de Invalidar o Relato da Paciente
5 de maio de 2026
6:00 PM
SerMULHER - Núcleo de Psicologia da Mulher
Apresentação do Evento
O estupro conjugal é uma das formas mais invisibilizadas de violência de gênero, frequentemente sustentada por dinâmicas de poder, coerção emocional e naturalização do acesso ao corpo da parceira dentro das relações afetivas. Por ser atravessado por mitos culturais sobre casamento, obrigação sexual e disponibilidade feminina, esse tipo de violência tende a ser subnotificado e, muitas vezes, não reconhecido nem mesmo em contextos clínicos.
A invalidação do relato da paciente — seja por dúvida, minimização ou interpretação equivocada do sofrimento — pode reproduzir a própria lógica de violência vivida na relação, produzindo revitimização e dificultando processos de simbolização e elaboração psíquica. Nesse cenário, a postura clínica torna-se decisiva para a escuta ética e para a validação da experiência subjetiva.
Esta palestra propõe uma análise clínica e ética do estupro conjugal, discutindo suas formas de manifestação, os mecanismos de naturalização social da violência e os riscos de erros clínicos na condução desses casos
OBJETIVO
Analisar, sob a perspectiva psicológica e ética, o fenômeno do estupro conjugal como forma de violência sexual inserida em dinâmicas relacionais de poder, compreendendo como sua naturalização social pode dificultar o reconhecimento clínico e a validação do relato da paciente.
Busca-se investigar os impactos psíquicos dessa violência na constituição subjetiva, na regulação emocional e na capacidade de simbolização, bem como refletir sobre os riscos de uma escuta clínica inadequada, que pode levar à invalidação, minimização ou reforço da violência vivida. Além disso, pretende-se discutir diretrizes para uma prática clínica ética, sensível e comprometida com a proteção e o reconhecimento da experiência da paciente.
TÓPICOS DO EVENTO
- Definição clínica e psicológica do estupro conjugal
- Dinâmicas de poder, coerção e controle nas relações afetivas
- Naturalização social da violência sexual no casamento
- Impactos psíquicos do trauma sexual relacional
- Dificuldades de reconhecimento e verbalização do abuso
- O erro clínico da invalidação do relato da paciente
- Revitimização no contexto terapêutico
- Manejo clínico e postura ética diante de relatos de violência
- Escuta, validação e proteção da subjetividade da paciente



