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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Pos-evento
Título da Palestra
EU NÃO QUERO MORRER... EU SÓ QUERO QUE ISSO PARE: Quando o desejo de desaparecer não é tão simples quanto parece
14 de setembro de 2026
5:00 PM
Apresentação do Evento
“Eu não quero morrer. Eu só não aguento mais.”
“Queria desaparecer.”
“Se eu pudesse dormir e não acordar por um tempo...”
Nem sempre o sofrimento chega à clínica dizendo claramente “eu quero morrer”. Às vezes, ele aparece como desejo de fugir, desaparecer, dormir, desligar, deixar de sentir ou simplesmente fazer aquela dor parar.
O problema começa quando essas falas são tratadas como simples frases de efeito — ou, no extremo oposto, quando são imediatamente transformadas em uma conclusão sobre a intenção suicida.
A palestra propõe discutir a complexidade dessas manifestações, compreendendo a ambivalência entre querer continuar vivendo e não suportar continuar vivendo daquela maneira. O foco está no raciocínio clínico necessário para escutar o que existe por trás do desejo de desaparecer, avaliar risco e sofrimento e construir possibilidades de cuidado sem banalizar nem dramatizar a fala do paciente.
OBJETIVO
Aprofundar o raciocínio clínico diante de falas relacionadas ao desejo de desaparecer, desistir ou fazer o sofrimento parar, compreendendo a ambivalência presente nessas experiências e diferenciando sofrimento intenso, ideação suicida e risco. A proposta é discutir como o psicólogo pode escutar, investigar e intervir sem reduzir a complexidade da experiência do paciente a uma resposta de “sim” ou “não”.
TÓPICOS DO EVENTO
1. “EU NÃO QUERO MORRER. EU SÓ QUERO QUE ISSO PARE.”
Quando o paciente não deseja necessariamente a morte, mas não consegue mais suportar a forma como está vivendo.
2. “EU QUERIA SUMIR.”
O que pode existir por trás do desejo de desaparecer.
3. QUERER PARAR DE SOFRER É A MESMA COISA QUE QUERER MORRER?
A importância de não confundir experiências diferentes.
4. A AMBIVALÊNCIA: “UMA PARTE DE MIM QUER FICAR. OUTRA NÃO AGUENTA MAIS.”
Quando continuar vivendo e desejar escapar da dor coexistem.
5. ANTES DA RESPOSTA, EXISTE UMA HISTÓRIA
Contexto, perdas, relações, acontecimentos recentes e sofrimento acumulado.
6. “EU NÃO VOU FAZER NADA. PROMETO.”
Por que uma promessa não encerra a avaliação clínica de risco.
7. PERGUNTAR SOBRE SUICÍDIO NÃO É PLANTAR UMA IDEIA
Como abordar diretamente a temática sem julgamento, medo ou eufemismos.
8. RISCO NÃO CABE EM UMA PERGUNTA
Fatores de risco, fatores de proteção, intensidade do sofrimento, recursos disponíveis e contexto atual.
9. QUANDO O PACIENTE DIZ QUE QUER DESAPARECER, O QUE O PSICÓLOGO FAZ?
Escuta, investigação, manejo clínico, proteção e articulação da rede de cuidado.
10. NÃO É SOBRE FAZER A PESSOA PROMETER QUE VAI FICAR
É sobre compreender o sofrimento e construir condições para que ela possa continuar.
Apresentação
Feedback dos Participantes:
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