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Título da Palestra
Euphoria: “É Intensidade ou Colapso?” Excesso, sofrimento psíquico e o que a clínica insiste em não ver
8 de abril de 2026
7:30 PM
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
A série Euphoria expõe uma juventude marcada pelo excesso: drogas, sexualidade intensa, relações instáveis e um sofrimento psíquico que muitas vezes se manifesta no limite entre a vida e o colapso. Nesse cenário, a intensidade é frequentemente romantizada ou banalizada, dificultando a distinção entre experiência e desorganização psíquica.
Personagens como Rue Bennett evidenciam o uso do corpo e das substâncias como formas de anestesiar dores que não encontram espaço de simbolização, revelando dinâmicas de trauma, vazio e busca por pertencimento. O que se apresenta como excesso pode, na verdade, ser um pedido de contenção que não foi escutado.
Esta palestra propõe uma leitura clínica dessas manifestações, questionando o que a prática psicológica, por vezes, evita enxergar: os sinais de colapso disfarçados de intensidade, e as formas contemporâneas de sofrimento que desafiam os modelos tradicionais de escuta.
OBJETIVO
Analisar, sob a perspectiva psicológica, as manifestações de excesso e intensidade presentes na juventude contemporânea, a partir da série Euphoria, investigando como comportamentos associados ao uso de substâncias, à sexualidade e à impulsividade podem expressar formas profundas de sofrimento psíquico e risco de colapso emocional.
Busca-se compreender de que maneira a dificuldade de simbolização, os atravessamentos traumáticos e a busca por pertencimento influenciam essas dinâmicas, bem como refletir sobre os limites da escuta clínica diante de manifestações que desafiam enquadres tradicionais. Além disso, pretende-se problematizar o que a clínica contemporânea tende a não reconhecer ou sustentar, ampliando a capacidade do profissional de identificar, acolher e intervir em contextos de sofrimento intenso.
TÓPICOS DO EVENTO
- Euphoria como material clínico: leitura das cenas, dos personagens e das dinâmicas psíquicas como expressão de sofrimento contemporâneo
- O excesso em Sigmund Freud: pulsão, compulsão à repetição e falha na elaboração psíquica
- O excesso em Jacques Lacan: gozo, limite e a relação com o Outro
- O excesso em Sándor Ferenczi: trauma, desmentido e fragmentação do self
- Crítica à clínica contemporânea: limites da escuta frente ao excesso, risco de banalização do sofrimento e desafios no manejo clínico


