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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Adiado
Título da Palestra
Michael Jackson e Britney Spears: Vistos por todos, habitados por ninguém
14 de maio de 2026
6:00 PM
LUDUS - Núcleo de Psicologia e Desenvolvimento Infantil
Apresentação do Evento
A trajetória de Michael Jackson e Britney Spears revela uma contradição marcante da cultura contemporânea: sujeitos intensamente vistos, consumidos e projetados socialmente, mas frequentemente privados de experiências genuínas de reconhecimento subjetivo.
A exposição precoce, a pressão midiática e a transformação da intimidade em espetáculo produziram não apenas fama, mas também profundas marcas psíquicas relacionadas à solidão, fragmentação identitária e dificuldade de construção do self. Quando a imagem ocupa o lugar do sujeito, o sofrimento tende a se manifestar em formas silenciosas de colapso emocional, vazio e desorganização psíquica.
Esta palestra propõe uma análise clínica dessas trajetórias, investigando como fama, idealização e hiperexposição impactam a constituição subjetiva e quais são os desafios da escuta psicológica diante de sujeitos que aprenderam a existir mais como imagem do que como experiência emocional reconhecida.
OBJETIVO
Analisar, sob a perspectiva psicológica, os impactos da exposição extrema, da fama precoce e da objetificação midiática na constituição subjetiva, a partir das trajetórias de Michael Jackson e Britney Spears.
Busca-se compreender como processos de hiperexposição, idealização pública e ausência de reconhecimento emocional podem contribuir para sofrimento psíquico, fragilidade identitária, solidão e dificuldades na construção do self. Além disso, pretende-se refletir sobre os desafios clínicos envolvidos na escuta de sujeitos que desenvolveram modos de sobrevivência marcados pela performance, pelo apagamento subjetivo e pela dificuldade de simbolização da própria dor.
TÓPICOS DO EVENTO
Fama precoce e impactos na constituição psíquica
Michael Jackson e Britney Spears como expressões do colapso na cultura do espetáculo
Hiperexposição, performance e fragmentação do self
Solidão psíquica em sujeitos constantemente observados
O corpo e a imagem como produtos de consumo
Idealização pública e apagamento da subjetividade
Sofrimento psíquico e dificuldade de simbolização
Repercussões clínicas: pacientes que vivem para corresponder expectativas
Manejo clínico: reconstrução subjetiva, reconhecimento e autenticidade

