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Materiais Enviados
Título da Palestra
Loucas, Rebeldes e Eternas – Saúde Mental, Feminino e a Luta Antimanicomial na Cultura Pop
13 de maio de 2026
7:00 PM
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
A relação entre feminilidade, sofrimento psíquico e institucionalização da loucura historicamente atravessou discursos de controle, patologização e exclusão. Mulheres que escaparam aos padrões normativos de comportamento foram frequentemente nomeadas como “loucas”, “rebeldes” ou “desajustadas”, revelando como o sofrimento psíquico também pode ser produzido e amplificado por estruturas sociais e institucionais.
Na contemporaneidade, a cultura pop ressignifica essas narrativas ao dar visibilidade a figuras femininas que expressam ruptura, excesso emocional, dor psíquica e resistência, tensionando os limites entre diagnóstico, identidade e liberdade subjetiva. Esse debate se articula diretamente com os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, que propõe uma ruptura com modelos manicomiais e uma ampliação das formas de cuidado em saúde mental.
Esta palestra propõe uma análise crítica da construção do feminino em sofrimento na cultura pop, articulando saúde mental, história da psiquiatria e os impactos da luta antimanicomial na clínica contemporânea.
OBJETIVO
Analisar, sob a perspectiva psicológica e histórico-crítica, as relações entre feminilidade, sofrimento psíquico e institucionalização da loucura, a partir das representações da mulher na cultura pop e seus atravessamentos sociais e clínicos.
Busca-se compreender como discursos de patologização historicamente recaíram sobre o feminino, contribuindo para processos de exclusão e controle, e como a cultura contemporânea ressignifica essas narrativas ao dar visibilidade a experiências de sofrimento e resistência. Além disso, pretende-se refletir sobre os impactos da Reforma Psiquiátrica Brasileira na prática clínica atual, promovendo uma escuta ética, crítica e comprometida com a singularidade do sujeito.
TÓPICOS DO EVENTO
História da loucura e construção do feminino patologizado
Mulheres, sofrimento psíquico e controle social
Cultura pop como espelho e crítica da saúde mental
Representações da “mulher louca”, “rebelde” e “incontrolável”
Impactos da institucionalização e da psiquiatria clássica
Reforma Psiquiátrica Brasileira e a desinstitucionalização do sofrimento
Sofrimento psíquico e produção de identidade feminina
Clínica contemporânea e os riscos da patologização do feminino
Manejo clínico: escuta ética, crítica e não normatizante


