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Materiais Enviados

Título da Palestra

Meu CID, Minha Personalidade- Dependência do rótulo, identidade ameaçada e o erro clínico de reforçar narrativas cristalizadas.

19 de março de 2026

7:00 PM

O Evento Não Está Associado a um Núcleo

Apresentação do Evento

Este encontro propõe uma reflexão sobre os efeitos do diagnóstico psiquiátrico na construção da identidade pessoal. Partindo da provocação “Meu CID, Minha Personalidade”, a palestra discute como classificações diagnósticas, criadas como ferramentas clínicas, podem passar a ocupar um lugar central na forma como o sujeito compreende a si mesmo.

Serão abordados temas como a dependência do rótulo diagnóstico, a sensação de identidade ameaçada e o risco clínico de profissionais reforçarem narrativas cristalizadas sobre o sofrimento psíquico. O objetivo é ampliar o olhar sobre o diagnóstico, reconhecendo sua utilidade na prática clínica, mas também seus limites quando se transforma em definição da pessoa.

A proposta é convidar profissionais e estudantes a pensar o diagnóstico não como identidade, mas como instrumento que deve servir à compreensão do sofrimento humano sem reduzir a complexidade da experiência subjetiva.

OBJETIVO

O objetivo desta palestra é discutir como o diagnóstico psiquiátrico (CID) pode influenciar a construção da identidade pessoal, levando à dependência do rótulo diagnóstico, à sensação de identidade ameaçada e ao risco clínico de profissionais reforçarem narrativas cristalizadas sobre si mesmos e sobre os pacientes.

TÓPICOS DO EVENTO

:

  1. Abertura: o que acontece quando o diagnóstico vira identidade
    O uso cotidiano do diagnóstico como definição do “eu”
    A frase comum: “eu sou meu diagnóstico?”
  2. O que é o CID e qual sua função clínica
    Classificação de doenças
    Ferramenta de comunicação entre profissionais
    Limites do modelo classificatório
  3. Diagnóstico como rótulo social
    Como o diagnóstico passa do consultório para a identidade
    A circulação de rótulos nas redes sociais e na cultura contemporânea
  4. A construção da identidade psicológica
    Identidade como processo dinâmico
    O risco de reduzir a pessoa a uma categoria diagnóstica
  5. Dependência do rótulo diagnóstico
    O diagnóstico como explicação total da vida
    O alívio inicial e a possível cristalização do sofrimento
  6. A identidade ameaçada
    Quando a pessoa passa a organizar sua história em torno do diagnóstico
    Redução das possibilidades de mudança
  7. Narrativas cristalizadas
    Histórias pessoais que se tornam rígidas
    O papel da repetição na manutenção da identidade diagnóstica
  8. O erro clínico: reforçar a narrativa
    Quando o profissional valida a identidade patológica
    O risco de transformar hipótese diagnóstica em essência da pessoa
  9. O diagnóstico como ferramenta, não como identidade
    Como usar o diagnóstico de forma ética e útil
    Separar pessoa, sofrimento e classificação
  10. Caminhos clínicos possíveis
    Escuta que amplia a narrativa
    Intervenções que devolvem agência ao paciente
    O diagnóstico como ponto de partida, não ponto final.
Giovanna Regina Polanski Brambilla

Giovanna Regina Polanski Brambilla

Psicóloga

08/30433

@psi.giovannapolanski

41992340807

Apresentação

Psicóloga (CRP 08/30433)* com atuação em psicoterapia, avaliação psicológica e neuropsicológica e supervisão clínica, atendendo exclusivamente adultos. Sua prática é voltada para transtornos mentais e neurodivergências, incluindo Transtorno Afetivo Bipolar, Transtorno de Personalidade Borderline, TEA, TDAH, TOC, transtornos depressivos e ansiosos, altas habilidades e esquizofrenia.

Graduada pelas Faculdades Pequeno Príncipe (2019), é pós-graduada em TCC (PUCRS), Tratamento do TAB (UNIBF), Neurociência, Comportamento e Psicopatologia (PUCPR) e Neuropsicologia (UNOPAR). Atualmente, cursa especialização em DBT e ACT pela Comportalmente.

Baseia sua atuação na TCC, integrando princípios contemporâneos da DBT e ACT. É coordenadora de cursos da BRAPSI.

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Giovanna Regina Polanski Brambilla

Giovanna Regina Polanski Brambilla

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