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Status do Desenvolvimento da Palestra:

Pos-evento

Título da Palestra

Demi Lovato: Corpo, Desejo e A Liberdade de Recomeçar - Leitura Psicológica da Carreira e Músicas de Demi Lovato.

12 de outubro de 2026

5:30 PM

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Apresentação do Evento

Durante anos, a imagem pública de Demi Lovato foi atravessada por narrativas sobre sofrimento psíquico, corpo, exposição, sexualidade, relacionamentos e processos de recuperação. Quando uma pessoa pública passa a ser reconhecida principalmente por aquilo que sofreu, surge uma questão importante para a Psicologia: o que acontece quando a dor deixa de ser uma experiência vivida e passa a funcionar como identidade aos olhos dos outros? A trajetória de Demi também permite discutir a relação com o próprio corpo, o direito ao desejo e as transformações na forma de se apresentar e se reconhecer. Recomeçar não significa apagar o que aconteceu, negar a própria história ou transformar recuperação em uma narrativa linear de superação. Pode significar reconstruir possibilidades de existência sem permitir que o sofrimento seja a única lente através da qual uma pessoa é enxergada. A proposta é utilizar a cultura pop como ponto de partida para discutir processos de subjetivação, imagem corporal, desejo, reconhecimento, exposição pública, identidade e reconstrução de si, diferenciando a pessoa de seus diagnósticos, crises e momentos de sofrimento.

OBJETIVO

Analisar, a partir da trajetória pública de Demi Lovato, as relações entre sofrimento psíquico, corpo, desejo, identidade e reconhecimento social, refletindo sobre como experiências de dor podem atravessar a construção da subjetividade sem definir integralmente quem uma pessoa é, além de discutir possibilidades de reconstrução e recomeço.

TÓPICOS DO EVENTO

1. “ELA É A MENINA QUE SOFREU.” Quando a dor vira identidade pública. Como a sociedade pode transformar experiências de sofrimento em uma espécie de identidade permanente, reduzindo a pessoa àquilo que ela viveu. 2. MEU CORPO NÃO É UM PRONTUÁRIO Imagem corporal, exposição e o direito de existir para além da aparência. As relações entre corpo, julgamento, reconhecimento e a pressão para que o corpo feminino seja constantemente observado e avaliado. 3. “EU POSSO MUDAR E CONTINUAR SENDO EU.” Identidade, transformação e continuidade. Recomeçar sem precisar sustentar uma versão antiga de si para provar coerência ou autenticidade. 4. QUEM TEM DIREITO AO MEU DESEJO? Sexualidade, autonomia e olhar social sobre o corpo feminino. Como o desejo de uma mulher pública pode ser interpretado, julgado e utilizado para construir narrativas sobre quem ela “deveria” ser. 5. QUANDO TODO MUNDO TEM UMA OPINIÃO SOBRE O SEU CORPO O olhar do outro e a experiência de habitar o próprio corpo. A tensão entre autonomia corporal e exposição constante, especialmente quando o corpo se torna objeto de comentário público. 6. VOCÊ NÃO PRECISA SER A SUA PIOR FASE Diagnóstico, sofrimento e redução da pessoa ao sintoma. A importância de não transformar transtornos, crises ou experiências dolorosas na totalidade da identidade de alguém. 7. RECOMEÇAR NÃO É VOLTAR A SER QUEM VOCÊ ERA Mudança, elaboração e novas possibilidades de existência.

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Apresentação

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