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Título da Palestra

O ÁLCOOL ENTROU EM CASA: As marcas psicológicas de conviver com a dependência dentro da família

9 de outubro de 2026

4:00 PM

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Apresentação do Evento

Quando o álcool entra em uma família, ele não afeta apenas quem bebe. A rotina pode começar a ser organizada em torno do consumo, da imprevisibilidade, das brigas, das promessas, das recaídas e dos períodos de aparente tranquilidade. Para quem cresce nesse ambiente, muitas experiências podem ser silenciosamente incorporadas à própria forma de compreender segurança, afeto, responsabilidade, confiança e pertencimento. A criança pode aprender a observar o humor dos adultos antes de falar, esconder o que acontece em casa ou assumir responsabilidades que não correspondem à sua idade. Esta palestra propõe discutir, pela perspectiva psicológica, os efeitos de conviver com a dependência de álcool dentro da família, sem transformar toda família de uma pessoa dependente em um cenário de negligência, mas compreendendo o que acontece quando o uso da substância passa a organizar os vínculos e o cotidiano familiar.

OBJETIVO

Compreender as repercussões psicológicas da convivência familiar com a dependência de álcool, especialmente sobre crianças e adolescentes, abordando imprevisibilidade, medo, parentificação, silêncio, culpa, hipervigilância, vínculos afetivos e possíveis repercussões no desenvolvimento e nas relações futuras.

TÓPICOS DO EVENTO

1. QUANDO O ÁLCOOL PASSA A ORGANIZAR A CASA Rotina, vínculos e relações familiares atravessados pelo consumo de uma pessoa O problema deixa de estar restrito ao momento em que alguém bebe. Horários, conflitos, decisões, dinheiro, responsabilidades e relações podem começar a girar em torno da presença ou ausência do álcool. 2. “HOJE ELE ESTÁ BEM. MAS E AMANHÃ?” A imprevisibilidade como experiência psicológica Não saber como o adulto estará quando chegar em casa pode fazer com que a criança permaneça constantemente atenta aos sinais de mudança. O ambiente familiar passa a ser vivido pela expectativa do que pode acontecer. 3. QUANDO A CRIANÇA APRENDE A CUIDAR DE QUEM DEVERIA CUIDAR DELA Parentificação, responsabilidades precoces e inversão de papéis Filhos podem começar a proteger irmãos, esconder conflitos, cuidar do adulto ou assumir tarefas emocionais que não deveriam carregar. A criança deixa de ocupar apenas o lugar de filha e passa a funcionar como alguém que precisa manter a família de pé. 4. “NÃO CONTA PARA NINGUÉM.” Segredo, vergonha e silêncio dentro da família O medo do julgamento pode transformar o consumo em um assunto proibido. A criança aprende que determinadas coisas não podem ser contadas, mesmo quando está sofrendo com elas. 5. A CRIANÇA QUE APRENDE A LER O HUMOR DOS ADULTOS Hipervigilância e tentativa de antecipar conflitos Antes de pedir alguma coisa, falar ou simplesmente existir, ela observa. O tom de voz, o barulho da porta, os passos no corredor e a expressão do adulto podem se transformar em sinais que determinam se é seguro ou não se aproximar. 6. “SE EU ME COMPORTAR DIREITO, ELE NÃO VAI BRIGAR.” Culpa, controle e a fantasia de responsabilidade pelo comportamento adulto A criança pode acreditar que precisa ser obediente, silenciosa ou perfeita para impedir conflitos. O comportamento do adulto passa a ser interpretado como algo que ela poderia controlar. 7. QUANDO O AMOR E O MEDO COMEÇAM A MORAR NO MESMO LUGAR Ambivalência afetiva e vínculos atravessados pela dependência

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Apresentação

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