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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Adiado
Título da Palestra
O Adolescente Aprendeu Sexo no Pornô: Pornografia, Compulsão, Vergonha, Consentimento e a Clínica do Desejo
10 de setembro de 2026
3:00 PM
Apresentação do Evento
A pornografia está cada vez mais acessível durante a adolescência e pode ocupar um lugar significativo na construção de fantasias, expectativas e modelos de relacionamento. Mas o que acontece quando a pornografia deixa de ser apenas conteúdo consumido e passa a funcionar como manual de sexualidade?
A palestra propõe uma discussão clínica e crítica sobre adolescência, pornografia, formação do desejo, compulsão, vergonha, consentimento e relações afetivas. O objetivo não é moralizar o consumo nem transformar todo adolescente que acessa pornografia em paciente, mas compreender quando o consumo se torna fonte de sofrimento, prejuízo, distorção de expectativas ou dificuldade de estabelecer relações baseadas em reciprocidade e consentimento.
OBJETIVO
Analisar criticamente a relação entre o consumo de pornografia na adolescência e a construção da sexualidade, do desejo e das relações afetivas, abordando aspectos como compulsão, vergonha, expectativas irreais, consentimento e limites, a fim de promover uma compreensão clínica, ética e não moralizante das experiências sexuais na adolescência.
TÓPICOS DO EVENTO
1. Quando o pornô vira professor
Como adolescentes podem construir referências sobre sexualidade a partir de conteúdos pornográficos.
2. Curiosidade não é compulsão
Como diferenciar exploração sexual normativa, consumo frequente, perda de controle e sofrimento clinicamente relevante.
3. O desejo que foi roteirizado pela tela
Expectativas sobre desempenho, corpos, práticas sexuais e relacionamentos.
4. Vergonha, culpa e silêncio
O que acontece quando o adolescente não encontra um espaço seguro para falar sobre sexualidade.
5. Consentimento não aparece automaticamente no roteiro
Limites, reciprocidade, comunicação e compreensão do consentimento.
6. Quando o consumo começa a ocupar espaço demais
Prejuízos na rotina, relações, concentração e funcionamento emocional — sem transformar frequência isolada em diagnóstico.
7. A clínica diante do adolescente que não consegue falar
Escuta, vínculo terapêutico, linguagem adequada à idade e manejo sem julgamento.
8. Família: proibir, ignorar ou conversar?
Os limites da vigilância e a importância da educação sexual e digital.
9. Pornografia e construção da identidade sexual
Fantasia, desejo, experimentação e a diferença entre representação e realidade.
10. A clínica do desejo
Como ajudar o adolescente a construir uma sexualidade baseada em autonomia, vínculo, respeito e consentimento — e não apenas na repetição de roteiros digitais.
Apresentação
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