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Título da Palestra

Palestra I FODAPSI 2026.1 | Prostitutas: Entre o Corpo, o Trabalho e o Estigma - Saúde Mental e os Contextos Sociais do Trabalho Sexual

28 de outubro de 2026

6:00 PM

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Apresentação do Evento

O que acontece psicologicamente quando o corpo também se torna parte do trabalho? Falar sobre prostituição exige ultrapassar os estereótipos que colocam essas mulheres apenas nos lugares de “vítima”, “desviada”, “objeto sexual” ou, no extremo oposto, de alguém que simplesmente “escolheu” e, portanto, não enfrentaria sofrimento. O trabalho sexual é atravessado por condições econômicas, gênero, sexualidade, relações de poder, violência, autonomia, estigma e diferentes contextos sociais. A experiência não é homogênea: trajetórias, condições de trabalho, redes de apoio, formas de inserção e possibilidades de escolha podem ser muito diferentes. Na Psicologia, compreender essa realidade significa olhar para a pessoa para além do estigma, sem ignorar vulnerabilidades e violências. Significa investigar como o preconceito social, a exposição, as condições de trabalho, a relação com o próprio corpo, os vínculos e o acesso a direitos e serviços podem atravessar a saúde mental.

OBJETIVO

Analisar os contextos sociais e psicológicos do trabalho sexual, discutindo corpo, trabalho, autonomia, estigma, violência, relações de poder e saúde mental, reconhecendo a diversidade das trajetórias e evitando interpretações moralizantes ou generalizações sobre as pessoas que exercem prostituição.

TÓPICOS DO EVENTO

1. “ELA É PROSTITUTA.” E O QUE MAIS VOCÊ CONSEGUE ENXERGAR? Estigma, identidade e redução da pessoa ao trabalho sexual. 2. QUANDO O CORPO TAMBÉM FAZ PARTE DO TRABALHO Corpo, sexualidade, limites e experiências subjetivas no trabalho sexual. 3. ESCOLHA, NECESSIDADE OU FALTA DE ALTERNATIVAS? Autonomia, condições socioeconômicas e diferentes trajetórias de entrada no trabalho sexual. 4. QUANDO O ESTIGMA SAI DA RUA E ENTRA NA CABEÇA Preconceito, vergonha, discriminação e seus possíveis impactos sobre a saúde mental. 5. “VOCÊ ESCOLHEU ISSO, ENTÃO NÃO PODE RECLAMAR.” Como a responsabilização individual pode invisibilizar violência, exploração e condições sociais. 6. QUANDO O CLIENTE NÃO RESPEITA O LIMITE Assédio, coerção, violência e estratégias de proteção no contexto do trabalho. 7. VIDA PROFISSIONAL, VIDA PESSOAL: ONDE TERMINA UMA E COMEÇA A OUTRA? Separação entre trabalho, intimidade, relacionamentos e identidade. 8. QUEM CUIDA DA SAÚDE MENTAL DE QUEM É JULGADA PELO PRÓPRIO TRABALHO? Barreiras de acesso, medo do julgamento e acolhimento psicológico. 9. O CORPO QUE É DESEJADO, MAS TAMBÉM É JULGADO Contradições sociais entre consumo da sexualidade e condenação de quem a oferece como trabalho. 10. PARA ALÉM DO ESTIGMA: QUEM É ESSA PESSOA? Uma Psicologia que reconhece sofrimento, autonomia, vulnerabilidades, direitos e singularidade sem moralizar a experiência.

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Apresentação

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