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Título da Palestra

Quando o Abuso Muda a Forma de Amar: Trauma Sexual Infantil e Vínculos na Vida Adulta

19 de setembro de 2026

4:00 PM

Apresentação do Evento

O abuso sexual na infância não termina necessariamente quando a violência termina. Seus efeitos podem permanecer inscritos na forma como a pessoa percebe o próprio corpo, estabelece limites, interpreta a intimidade, confia no outro e constrói relacionamentos ao longo da vida. Na vida adulta, essas marcas podem aparecer de maneiras diferentes: dificuldade de confiar, medo de abandono, necessidade excessiva de aprovação, dificuldade de dizer “não”, conflitos com a própria sexualidade, sensação de não merecer amor, repetição de padrões relacionais ou dificuldade em reconhecer situações de violência e coerção. Mas compreender o trauma não significa transformar toda experiência amorosa do sobrevivente em consequência do abuso. Significa investigar, com cuidado clínico, como aquela história de violência pode ter atravessado a construção dos vínculos e quais sentidos ela adquiriu ao longo do desenvolvimento. A palestra propõe uma discussão sobre trauma sexual infantil, apego, intimidade, sexualidade, limites e relacionamentos na vida adulta, abordando também os caminhos de elaboração, reconstrução da autonomia e possibilidade de estabelecer vínculos mais seguros.

OBJETIVO

Compreender como o trauma sexual infantil pode repercutir na construção dos vínculos afetivos e na vivência da intimidade na vida adulta, analisando seus possíveis impactos sobre confiança, autoestima, limites, sexualidade e padrões relacionais, sob uma perspectiva clínica, ética e não culpabilizante.

TÓPICOS DO EVENTO

1. Quando a violência termina, mas o trauma permanece Abuso sexual infantil e desenvolvimento psicológico. O impacto da experiência traumática ao longo do ciclo vital. Memória, emoções e significados construídos sobre a experiência. 2. O primeiro vínculo com o outro Confiança, segurança e previsibilidade. Apego e experiências relacionais precoces. Quando aquele que deveria proteger também se torna fonte de ameaça. 3. Aprender a amar depois da violência Intimidade e medo. Aproximação versus afastamento. Necessidade de controle nos relacionamentos. Dificuldade em confiar e se entregar. 4. O corpo que virou território de conflito Relação com o próprio corpo. Vergonha corporal. Dissociação e desconexão das sensações. Sexualidade, desejo e dificuldade de estabelecer limites. 5. Consentimento depois do trauma Dizer “não”.

Apresentação

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