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Título da Palestra

Se Não Dói, Não É Amor. - Cultura do sacrifício, culpa feminina e a naturalização da violência emocional como prova de valor

27 de março de 2026

11:00 AM

Apresentação do Evento

Onde o sofrimento acaba e o afeto começa?
Muitas vezes, crescemos ouvindo que o amor exige renúncia total, que a paixão é um "fogo que consome" e que a dor é o preço a se pagar por um compromisso duradouro. A palestra "Se Não Dói, Não É Amor" convida o público a um mergulho corajoso na desconstrução desses mitos.
Nesta apresentação, exploramos como a cultura do sacrifício e a culpa feminina criaram uma armadilha invisível: a ideia de que suportar a violência emocional é uma prova de valor e de "amor incondicional". Através de uma abordagem acolhedora, porém direta, vamos identificar as raízes desse sofrimento e discutir como podemos substituir o martírio pela autonomia.
É hora de entender que o amor não deve ser uma luta pela sobrevivência emocional, mas sim um espaço de segurança, respeito e crescimento. Se o custo do seu relacionamento é a sua paz, o preço está alto demais.
Destaques da Conversa:
O mito da "mulher guerreira": Por que o cansaço emocional é romantizado?
Identificando sinais: Quando o cuidado vira controle e a entrega vira anulação.
O resgate do Eu: Como estabelecer limites saudáveis sem sentir culpa.

OBJETIVO

O objetivo desta palestra é desmistificar a ideia de que o sofrimento é um componente intrínseco e necessário do amor verdadeiro. Através de uma análise social e psicológica, buscamos identificar como a cultura do sacrifício molda as relações e como a naturalização da dor impede a construção de vínculos saudáveis, promovendo o despertar para formas de amar baseadas no respeito, na autonomia e no bem-estar mútuo.

TÓPICOS DO EVENTO

Tópicos Principais
1. A Cultura do Sacrifício: O Amor como Martírio
Neste ponto, discutimos a herança cultural que nos ensina que "quem ama, aguenta tudo". Analisamos como a ideia de abrir mão de si mesmo é vendida como a maior prova de afeto, transformando a renúncia pessoal em uma moeda de troca emocional perigosa.
2. A Culpa Feminina e o Peso do "Cuidar"
Exploramos como o patriarcado delega às mulheres a responsabilidade exclusiva pelo sucesso da relação. Quando algo falha, a culpa recai sobre a mulher, gerando um ciclo de:
Autoquestionamento constante.
Sobrecarga emocional.
Medo de estabelecer limites para não ser vista como "egoísta".
3. Naturalização da Violência Emocional
Um debate sobre como comportamentos abusivos — como o controle disfarçado de proteção, o ciúme excessivo e a invalidação de sentimentos — são romantizados e aceitos como "provas de valor".
4. Desconstruindo o "Amor Romântico" Literário e Midiático
Analisamos como filmes, músicas e livros reforçam a narrativa de que a paixão avassaladora deve ser turbulenta e dolorosa, dificultando a identificação de relacionamentos abusivos na vida real.
5. Caminhos para o Amor Saudável
Finalizamos com ferramentas práticas para:
Diferenciar esforço mútuo de sacrifício unilateral.
Fortalecer a autoestima e o autoconhecimento.
Estabelecer limites claros como forma de preservação da dignidade.

Fernanda Hasselmann

Fernanda Hasselmann

Psicóloga

06/206770

@soufe.psi

11 934054843

Apresentação

Psicóloga, com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental e atuação clínica com crianças, adolescentes e adultos. Possui experiência no atendimento de pacientes com transtornos de personalidade, especialmente Transtorno de Personalidade Borderline, ansiedade e desregulação emocional. Atua de forma ética, empática e baseada em evidências, com interesse contínuo no aprimoramento clínico e na capacitação de profissionais da Psicologia para o manejo de casos complexos na prática clínica.

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Fernanda Hasselmann

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