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Título da Palestra
"Sem Frustração Não Há Estrutura. O mito da infância sem dor, a evitação da culpa parental e o risco de adultos sem tolerância à realidade
9 de abril de 2026
5:00 PM
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
A palestra “Sem frustração não há estrutura: o mito da infância sem dor, a evitação da culpa parental e o risco de adultos sem tolerância à rejeição” propõe uma reflexão sobre os desafios contemporâneos da parentalidade e seus efeitos no desenvolvimento psíquico.
A partir da perspectiva da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, o encontro discutirá o papel estruturante da frustração na formação da personalidade, abordando como a experiência de limites, conflitos e tensões psíquicas participa da constituição do ego e do processo de individuação. Em diálogo com transformações culturais recentes, a palestra examina também a tendência atual de evitar o sofrimento infantil e a dificuldade crescente de sustentar frustrações no processo educativo.
Ao problematizar o ideal de uma infância livre de dor, o evento busca contribuir para a compreensão de como a experiência mediada da frustração pode favorecer o amadurecimento emocional, a integração da sombra e o desenvolvimento de maior tolerância às inevitáveis rejeições e limites da vida.
OBJETIVO
O mito da infância sem dor, a evitação da culpa parental e o risco de adultos sem tolerância à rejeição.
TÓPICOS DO EVENTO
1. Cultura contemporânea da infância sem frustração
Há uma idealização de uma infância sem sofrimento, onde frustração é vista como trauma. Isso gera pressão por felicidade constante, altera o papel dos pais e cria medo de causar danos psicológicos às crianças.
2. Formação do ego na psicologia analítica
Segundo Carl Gustav Jung, o ego se forma gradualmente a partir da diferenciação do inconsciente, através do contato com limites e da relação com a realidade, permitindo distinguir o “eu” do mundo.
3. Função estruturante da frustração
A frustração ensina limites, mostra que o desejo não controla a realidade e ajuda a desenvolver tolerância psíquica, sendo essencial para o amadurecimento emocional.
4. Tensão entre opostos no desenvolvimento psíquico
O conflito e a tensão entre opostos são motores do desenvolvimento. A tentativa moderna de evitá-los pode gerar riscos psicológicos ao impedir o crescimento interno.
5. Culpa parental e dificuldade de impor limites
Mudanças culturais fazem pais evitarem frustrar os filhos, buscando validação constante e evitando o “não”, o que enfraquece a autoridade simbólica.
6. Inflação do ego e fragilidade psíquica
A ausência de limites pode inflar o ego, criando sensação de onipotência, mas também fragilidade emocional, dificuldade com críticas e dependência de validação externa.
7. A sombra e o encontro com o negativo
A “sombra” representa aspectos negativos da personalidade. A frustração ajuda a reconhecê-los e integrá-los, algo dificultado pela tendência atual de evitar imperfeições.
8. Frustração e individuação
A individuação envolve o desenvolvimento psicológico através do confronto com limites, diálogo com o inconsciente e transformação do sofrimento em autonomia.
9. Consequências culturais da evitação da frustração
Resulta em adultos com baixa tolerância à rejeição, dificuldade com críticas e fracassos, fragilidade emocional e necessidade constante de validação.
10. Frustração como elemento estruturante da psique
A frustração é fundamental para o desenvolvimento saudável, pois estabelece limites, diferencia sofrimento estruturante de traumático e prepara o indivíduo para a realidade.


