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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Criando Logos
Título da Palestra
Palestra I FODAPSI 2026.1 | MÃE TAMBÉM GOZA - O LUTO DA MULHER SEXUALMENTE INVISÍVEL: Maternidade, identidade erótica, mudanças relacionais e a construção social da mãe assexuada
27 de outubro de 2026
6:00 PM
Apresentação do Evento
Essa invisibilidade não se limita à diminuição da frequência sexual ou às mudanças na libido durante o puerpério. Envolve transformações corporais, sobrecarga, privação de sono, alterações hormonais, reorganização dos vínculos conjugais e, sobretudo, expectativas sociais que colocam a mãe em uma posição de disponibilidade permanente para os outros. Enquanto a sexualidade masculina costuma ser tratada como uma dimensão relativamente independente da paternidade, a sexualidade feminina ainda é atravessada por contradições: espera-se que a mulher seja uma mãe dedicada, mas também uma parceira desejável, sem que necessariamente existam condições materiais, emocionais e relacionais para sustentar essas exigências.
A proposta é discutir o luto simbólico da mulher que percebe partes de sua identidade sendo apagadas pela maternidade socialmente idealizada, sem romantizar o sofrimento nem pressupor que toda mãe vivencie a sexualidade da mesma maneira. O objetivo é compreender como desejo, corpo, intimidade e identidade erótica podem ser renegociados após a chegada de um filho, considerando tanto as experiências individuais quanto as estruturas sociais que condicionam a vivência da maternidade.
OBJETIVO
Analisar criticamente a construção social da mãe assexuada e suas repercussões na identidade erótica, na autoestima, na intimidade conjugal e na saúde mental das mulheres, compreendendo como as transformações associadas à maternidade se articulam às normas de gênero, à divisão desigual do cuidado e às expectativas sociais sobre o corpo materno. Busca-se ampliar a compreensão psicológica da sexualidade na maternidade, diferenciando mudanças legítimas no desejo, sofrimento subjetivo, dificuldades relacionais e processos de apagamento identitário, além de discutir possibilidades de acolhimento clínico que reconheçam a mulher para além de sua função materna.
TÓPICOS DO EVENTO
As assimetrias de gênero na transição para a parentalidade e as diferentes expectativas sociais dirigidas a mães e pais.
8. A CULPA DE QUERER ALÉM DO FILHO
O conflito entre dedicação materna, autonomia, prazer, ambições pessoais e o direito de continuar existindo para si mesma.
9. QUANDO O SEXO VIRA UMA COBRANÇA
Pressão para retomar a vida sexual, discrepâncias de desejo, consentimento, comunicação e renegociação da intimidade no casal.
10. PARA ALÉM DO BERÇO: A RECONSTRUÇÃO DO DESEJO
Possibilidades de cuidado psicológico que acolham a singularidade de cada mulher e favoreçam a reconstrução de sua identidade sem impor um padrão de maternidade ou sexualidade.
Apresentação
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