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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Pos-evento
Título da Palestra
Subjetivação da Cultura do "Eu Mereço":Entre a Crise estética, o Consumo e o Endividamento
21 de setembro de 2026
5:00 PM
Apresentação do Evento
Em uma sociedade marcada pela exposição constante nas redes sociais, pela valorização da aparência e pela promessa de uma vida ideal, a frase “eu mereço” pode ultrapassar o campo do autocuidado e transformar-se em uma justificativa para consumir, compensar frustrações e buscar pertencimento. Procedimentos estéticos, roupas, cosméticos, experiências e bens de consumo passam a ocupar um lugar simbólico na construção da identidade e da autoestima.
A palestra propõe uma reflexão sobre como o sujeito contemporâneo aprende a relacionar merecimento, felicidade, aparência e consumo, investigando quando o autocuidado se transforma em obrigação estética, quando o desejo passa a ser regulado pelo olhar do outro e como o consumo pode assumir funções emocionais. O debate também aborda o endividamento não apenas como questão financeira, mas como fenômeno atravessado por aspectos psicológicos, sociais e culturais.
OBJETIVO
Analisar como a cultura do “eu mereço” participa da subjetivação contemporânea, relacionando consumo, padrões estéticos, autoestima, reconhecimento social, compensação emocional e endividamento, compreendendo os mecanismos psicológicos e sociais que sustentam essa dinâmica.
TÓPICOS DO EVENTO
A construção do sujeito que “merece”
De necessidade a desejo.
Merecimento como discurso social.
A transformação do consumo em recompensa.
“Eu mereço” ou “eu preciso provar que posso”?
Consumo e validação social.
Status, pertencimento e reconhecimento.
A comparação social nas redes.
A crise estética contemporânea
Insatisfação corporal e pressão pela aparência.
O corpo como projeto permanente.
Quando envelhecer, engordar ou “não se cuidar” passa a ser percebido como fracasso.
Autocuidado ou consumo de autoestima?
A mercantilização do bem-estar.
Procedimentos estéticos e construção identitária.
Quando cuidar de si se torna uma obrigação.
Redes sociais e a fabricação do desejo
Influenciadores e consumo aspiracional.
“Todo mundo tem, então eu também preciso.”
Algoritmos, publicidade e comparação.
Apresentação
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