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Status do Desenvolvimento da Palestra:
Cancelado
Título da Palestra
Transei, Mas Não Gozei: Quando o Orgasmo Vira Obrigação - Desempenho Sexual, Ansiedade e Construção Social do Prazer
26 de outubro de 2026
4:00 PM
Apresentação do Evento
“Transei, mas não gozei.” Para muitas pessoas, essa frase rapidamente se transforma em outra pergunta: “Tem alguma coisa errada comigo?”. O orgasmo, que deveria ser uma possibilidade da experiência sexual, pode acabar sendo tratado como prova de que o sexo funcionou, de que o parceiro foi suficiente ou de que o próprio corpo respondeu “corretamente”.
Quando o prazer passa a ser uma meta obrigatória, a experiência sexual pode ser atravessada por expectativa, comparação, ansiedade e monitoramento do próprio desempenho. A pessoa deixa de estar inteiramente na experiência e começa a observar se está chegando ao resultado esperado.
A proposta é discutir o orgasmo para além da lógica de desempenho, compreendendo como expectativas culturais, diferenças de gênero, educação sexual, relacionamentos, imagem corporal e ansiedade podem interferir na experiência do prazer e na maneira como cada pessoa interpreta o próprio corpo.
OBJETIVO
Compreender os aspectos psicológicos e sociais envolvidos nas dificuldades relacionadas ao orgasmo, discutindo ansiedade de desempenho, expectativas sobre o prazer, diferenças de gênero, pressão social, comunicação sexual e relação com o próprio corpo, sem transformar o orgasmo em medida obrigatória de sucesso sexual.
TÓPICOS DO EVENTO
1. “TRANSEI. MAS NÃO GOZEI.”
Quando a ausência do orgasmo é interpretada como fracasso sexual.
2. QUANDO GOZAR VIRA META
A transformação do prazer em resultado obrigatório.
3. “SERÁ QUE TEM ALGUMA COISA ERRADA COMIGO?”
Ansiedade, insegurança e interpretações negativas sobre o próprio corpo.
4. QUANDO A PESSOA PARA DE SENTIR E COMEÇA A SE AVALIAR
Autovigilância, desempenho e interferência da ansiedade na experiência sexual.
5. ELE TEM QUE DAR CONTA. ELA TEM QUE GOZAR.
Expectativas de gênero e os diferentes roteiros sociais do desempenho sexual.
6. O ORGASMO COMO PROVA DE QUE O SEXO FOI BOM
Mitos, expectativas e outras formas de avaliar uma experiência sexual.
7. “TODO MUNDO CONSEGUE. POR QUE EU NÃO?”
Comparação, pornografia, relatos sociais e expectativas irreais sobre o prazer.
8. QUANDO O PARCEIRO VIRA AVALIADOR DO SEU PRAZER
Pressão, comunicação, insegurança e responsabilidade compartilhada pela experiência sexual.
9. E SE O PRAZER NÃO PRECISASSE TERMINAR EM ORGASMO?
Presença, intimidade, sensações e ampliação da compreensão sobre prazer sexual.
10. O ORGASMO NÃO É UMA NOTA PARA O SEXO
Autonomia, singularidade e uma sexualidade menos orientada pelo desempenho.
Apresentação
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