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Título da Palestra
A Escola Está Produzindo Ansiedade? Burnout infantil, professores exaustos e crianças que não dão conta de existir
6 de fevereiro de 2026
15:00
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
A escola, tradicionalmente pensada como espaço de desenvolvimento, socialização e cuidado, tem se tornado, para muitos sujeitos, um dos principais cenários de sofrimento psíquico. Crianças ansiosas, professores emocionalmente exaustos e famílias perdidas entre diagnósticos e exigências institucionais compõem um quadro cada vez mais frequente na prática psicológica.
Este congresso nasce de uma pergunta incômoda — e necessária: a escola, tal como está organizada hoje, está promovendo saúde ou produzindo adoecimento? Ao invés de respostas simplistas, propomos um espaço de reflexão crítica, fundamentada e ética, que convoque psicólogas(os) a pensar seu lugar diante da medicalização da infância, do burnout docente e da patologização de experiências que são, muitas vezes, respostas a contextos insustentáveis.
Mais do que falar sobre sintomas, este congresso propõe discutir as condições que fazem com que crianças não deem conta de existir e educadores não deem conta de cuidar — e o que a Psicologia pode (e precisa) fazer diante disso.
OBJETIVO
Promover um debate aprofundado e crítico, a partir da Psicologia, sobre o sofrimento psíquico produzido no contexto escolar contemporâneo, articulando clínica, escola e sociedade, com foco na ética do cuidado, na escuta da singularidade e na responsabilidade social da atuação psicológica.
Este congresso tem como objetivo aprofundar a compreensão do sofrimento psíquico que emerge no contexto escolar contemporâneo, analisando o aumento da ansiedade infantil, do burnout docente e das dificuldades emocionais vivenciadas por crianças e adolescentes não como fenômenos isolados ou estritamente individuais, mas como expressões de um conjunto de relações institucionais, sociais e culturais que atravessam a escola.
Busca-se problematizar a tendência à patologização e à medicalização das experiências escolares, discutindo criticamente o uso de diagnósticos psicológicos como respostas rápidas a sofrimentos complexos, muitas vezes produzidos por contextos de excesso de exigências, precarização do trabalho docente e empobrecimento dos vínculos. Nesse sentido, o congresso pretende fomentar uma leitura ética e contextualizada do sintoma, compreendendo-o como linguagem e forma de expressão do sujeito diante de condições que excedem suas possibilidades psíquicas.
Outro objetivo central é refletir sobre o lugar da Psicologia frente às demandas escolares por adaptação, normalização e controle do comportamento, interrogando os limites e responsabilidades da atuação psicológica. O congresso propõe fortalecer uma prática comprometida com a escuta da singularidade, com o cuidado em saúde mental e com a transformação das condições institucionais que produzem sofrimento, evitando intervenções que reforcem culpabilizações individuais.
Além disso, o evento visa oferecer subsídios teóricos e clínico-institucionais para psicólogas e psicólogos que atuam ou dialogam com o campo da educação, contribuindo para o desenvolvimento de práticas de intervenção que considerem o sujeito em sua totalidade — emocional, relacional e social — e que promovam espaços escolares mais sustentáveis, humanizados e promotores de saúde.
Por fim, o congresso pretende estimular o diálogo, ampliando o debate sobre ética, compromisso social e cuidado, de modo a fortalecer o papel do psicólogo como agente crítico frente às formas contemporâneas de adoecimento na infância, na docência e na própria instituição escolar.
TÓPICOS DO EVENTO
1. A escola do desempenho e o adoecimento psíquico
· Cultura da performance, produtividade e comparação
· Avaliações, metas e a infância sob pressão
· Sofrimento que aparece como “falta de capacidade”
2. Ansiedade infantil: sintoma, linguagem ou denúncia?
· A ansiedade como resposta ao excesso de exigências
· O corpo e o comportamento como formas de expressão
· O risco de tratar como transtorno aquilo que é contexto
3. Burnout infantil: quando a infância entra em colapso
· Crianças exaustas, desmotivadas e emocionalmente sobrecarregadas
· Falta de espaço para brincar, errar e descansar
· O impacto subjetivo da adultização precoce
4. Professores exaustos e o sofrimento ético-político
· Burnout docente e precarização do trabalho
· Culpa, impotência e adoecimento emocional
· O efeito do esgotamento do educador nas relações escolares
5. Medicalização da infância e da educação
· Diagnóstico como resposta rápida ao sofrimento
· Psicologia entre cuidado e controle social
· Os efeitos subjetivos de rotular e medicar
6. O lugar da Psicologia na escola
· Ética, escuta e compromisso social
· A tensão entre adaptação do sujeito e transformação do contexto
· Atuação psicológica para além da queixa escolar
7. Crianças que “não dão conta de existir”
· O que o sintoma revela sobre o ambiente
· A importância de sustentar a singularidade
· Escutar antes de corrigir
Cronograma do Evento

Evento Atualizado com Sucesso


Check List de Materiais
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