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Título da Palestra
I Congresso Complementar Online da Brapsi- Mães Que Querem Desaparecer: Culpa, Idealização e os Limites do Manejo Clínico
13 de fevereiro de 2026
17:00
Oficial BRAPSI
Apresentação do Evento
er mãe, hoje, é existir sob vigilância constante. Há um ideal em circulação — de amor incondicional, entrega absoluta e gratidão permanente — que pouco dialoga com a realidade psíquica de quem cuida sem descanso, sem rede e sem autorização para falhar. Quando esse ideal não é alcançado, a culpa ocupa o lugar da palavra, e o sofrimento passa a ser vivido em silêncio.
Na clínica, muitas mães não chegam dizendo que querem morrer. Elas dizem que querem sumir. Querem desaparecer por algumas horas, alguns dias, alguns pensamentos. Querem silêncio, interrupção, suspensão da exigência de existir para todos o tempo todo. Esse desejo, frequentemente mal compreendido, é rapidamente patologizado ou moralizado, o que aumenta o isolamento e dificulta o cuidado.
“Mães Que Querem Desaparecer” propõe uma travessia clínica e ética por esse território pouco autorizado da maternidade real. Um espaço para discutir culpa, idealização, esgotamento e os limites do manejo clínico, sem romantizações e sem reduções simplistas. O evento convida profissionais a refletirem sobre como escutar esse sofrimento sem reforçar a violência simbólica, como sustentar a clínica diante do cansaço extremo e quando reconhecer que o problema não está na mãe — mas nas condições que a atravessam.
OBJETIVO
Promover uma reflexão clínica e ética profunda sobre a experiência materna para além dos ideais romantizados, discutindo a culpa, o esgotamento psíquico e o desejo de desaparecer que atravessam muitas mães, oferecendo subsídios teórico-clínicos para que profissionais da saúde e da educação reconheçam esses sofrimentos, manejem a escuta sem julgamento e intervenham de forma responsável, sensível e ética diante dos limites do cuidado.
TÓPICOS DO EVENTO
1. A maternidade idealizada e o silenciamento do sofrimento
O mito da “boa mãe”, a exigência de plenitude e o custo psíquico de não corresponder a esse ideal.
2. “Eu amo meu filho, mas quero sumir”: quando o desejo de desaparecer não é desejo de morte
Diferenças clínicas fundamentais entre exaustão, fuga psíquica, depressão e risco suicida.
3. Culpa materna: afeto moral ou dispositivo de controle?
Como a culpa atravessa a clínica, paralisa a fala e dificulta o pedido de ajuda.
4. O corpo que não aguenta mais: maternidade, exaustão e adoecimento psíquico
Sobrecarga, privação de sono, trabalho invisível e seus efeitos emocionais.
5. O que a clínica pode — e não pode — sustentar
Limites do manejo clínico frente ao esgotamento materno e à idealização social.
6.Quando encaminhar, quando sustentar e quando proteger
Critérios clínicos para avaliação de risco, rede de apoio e corresponsabilização do cuidado.
Cronograma do Evento

Evento Atualizado com Sucesso


Check List de Materiais
1º Palestra
2º Palestra
3º Palestra
4º Palestra
5º Palestra
6º Palestra
7º Palestra
8º Palestra
9º Palestra
10º Palestra
PAINEL GERAL DE EDIÇÃO DO EVENTO
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