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Título da Palestra

Ser Neutro Também É Escolher Um Lado” Esquemas morais, validação indevida e o erro clínico de sustentar discursos misóginos sob a lógica da TCC

10 de abril de 2026

7:30 PM

Oficial BRAPSI

Apresentação do Evento

Este evento propõe uma reflexão crítica sobre a ideia de neutralidade na prática clínica, especialmente no contexto da Terapia Cognitivo-Comportamental, discutindo como determinadas posturas aparentemente técnicas podem, na realidade, contribuir para a manutenção de padrões de sofrimento e desigualdade. A partir de uma análise que integra esquemas morais, funcionamento cognitivo e variáveis sociais, a palestra aborda os limites éticos da escuta clínica, o risco de validação indevida de discursos disfuncionais e o papel ativo do terapeuta diante de narrativas que envolvem gênero, poder e responsabilização. Trata-se de um convite a uma prática mais consciente, tecnicamente consistente e eticamente implicada.

OBJETIVO

 

O objetivo dessa palestra é falar sobre como a postura de neutralidade, frequentemente valorizada como técnica na prática clínica, pode, na realidade, funcionar como uma forma de posicionamento ativo que mantém e reforça estruturas de opressão — especialmente quando o terapeuta valida, ainda que de forma sutil, discursos misóginos sob a justificativa de “acolher sem julgamento”.A proposta é discutir como determinados esquemas morais do próprio terapeuta, quando não reconhecidos, atravessam a escuta clínica e favorecem a legitimação de narrativas que culpabilizam mulheres, naturalizam desigualdades e reforçam padrões de violência simbólica. A palestra também busca problematizar o uso distorcido da Terapia Cognitivo-Comportamental, quando conceitos como validação, empatia e reestruturação cognitiva são utilizados de forma acrítica, contribuindo para a manutenção do sofrimento em vez de sua elaboração.Além disso, pretende-se ampliar o olhar clínico para os limites éticos da neutralidade, destacando a importância de uma postura tecnicamente embasada, mas também criticamente implicada, capaz de diferenciar acolhimento de conivência e escuta clínica de reforço de padrões disfuncionais sustentados por marcadores sociais de gênero.

TÓPICOS DO EVENTO

 

esquemas morais do terapeuta;
como crenças pessoais, valores internalizados e história de aprendizagem do clínico influenciam a leitura dos casos, especialmente em temas relacionados a gênero, poder e responsabilidade;
neutralidade como comportamento operante;
análise funcional da neutralidade na sessão: quando “não se posicionar” funciona como esquiva experiencial, evitação de conflito ou busca por aprovação do paciente;
validação versus reforçamento de distorções;
diferença entre validar emoção e validar narrativa; quando a validação passa a sustentar interpretações enviesadas, especialmente em discursos misóginos;
erro clínico na aplicação da TCC;
uso superficial de técnicas cognitivas que desconsideram contexto social e histórico, reduzindo sofrimento a “distorções individuais” e ignorando variáveis culturais;
misoginia como esquema aprendido;
compreensão da misoginia não apenas como opinião, mas como padrão cognitivo-comportamental aprendido, reforçado socialmente e mantido por contingências;
responsabilização sem confronto punitivo;
como intervir sem invalidar o paciente, mas também sem sustentar crenças que geram dano a terceiros ou mantêm padrões disfuncionais;
contratransferência e cegueira ética;
reações emocionais do terapeuta diante de discursos moralmente desconfortáveis e o risco de adaptação excessiva para manter vínculo;
limites éticos da escuta clínica;
até onde vai o acolhimento e onde começa a conivência; implicações éticas de sustentar narrativas que reforçam desigualdade;
reestruturação cognitiva com contexto;
como ampliar o trabalho cognitivo incluindo variáveis sociais, culturais e de gênero, evitando uma leitura individualizante do sofrimento;
o papel ativo do terapeuta;
a clínica como espaço de posicionamento técnico e ético, em que não se trata de impor valores, mas de não reforçar padrões que produzem sofrimento e violência.

Giovanna Regina Polanski Brambilla

Giovanna Regina Polanski Brambilla

Psicóloga

08/30433

instagram.com/psi.giovannapolanski

41992340807

Apresentação

Psicóloga (CRP 08/30433)* com atuação em psicoterapia, avaliação psicológica e neuropsicológica e supervisão clínica, atendendo exclusivamente adultos. Sua prática é voltada para transtornos mentais e neurodivergências, incluindo Transtorno Afetivo Bipolar, Transtorno de Personalidade Borderline, TEA, TDAH, TOC, transtornos depressivos e ansiosos, altas habilidades e esquizofrenia.

Graduada pelas Faculdades Pequeno Príncipe (2019), é pós-graduada em TCC (PUCRS), Tratamento do TAB (UNIBF), Neurociência, Comportamento e Psicopatologia (PUCPR) e Neuropsicologia (UNOPAR). Atualmente, cursa especialização em DBT e ACT pela Comportalmente.

Baseia sua atuação na TCC, integrando princípios contemporâneos da DBT e ACT. É coordenadora de cursos da BRAPSI.

Giovanna Regina Polanski Brambilla

Giovanna Regina Polanski Brambilla

Cópia de Congresso CC- BRAPSI -  3110.png
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PAINEL GERAL DE EDIÇÃO DO EVENTO 

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